O presidente da Câmara Municipal de Aracaju comentou nesta terça-feira, 4, sobre as denúncias apresentadas pelo vereador Elber Batalha (PSB) de supostas irregularidades no uso de um espaço na região da Aruana, envolvendo o presidente da Emsurb, Hugo Esoj.
Segundo o presidente, além da denúncia apresentada na tribuna da Câmara, outras pessoas já procuraram vereadores para relatar possíveis irregularidades.
“Eu sempre vou estar do lado da legalidade, da moralidade, da probidade. Não só tem essas denúncias. Infelizmente, ontem à noite, eles me ligaram dizendo que tem outras pessoas que querem fazer outras denúncias, aí eu já tinha me assustado com essa, agora já vem mais outras do mesmo lugar”, completou.
O presidente também revelou que os membros da CPI defendem o envolvimento do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), diante do receio de testemunhas em formalizar denúncias.
“Os membros da CPI já estão fazendo reuniões com essas pessoas que estão denunciando, gravando áudios, vídeos, não sei como que eles querem fazer, mas eles sentem a necessidade, eles estão me pedindo para que a gente defira o envolvimento do Gaeco e da Deotap, tendo em vista pressões que as pessoas estão possivelmente sofrendo com medo de fazerem as denúncias”, afirmou.
Ao comentar o caso, o presidente disse que, se estivesse no lugar da prefeita Emília Corrêa, afastaria o presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Hugo Esoj.
“Veja, se eu estivesse no lugar dela, não tenha dúvida que eu afastaria Hugo”, disse ele.
Entenda o caso
Segundo o parlamentar, houve utilização da estrutura pública para perseguir uma permissionária de um quiosque. Elber afirmou que o espaço estava originalmente em nome de André Luiz Mendonça dos Santos, atualmente coordenador da Secretaria Municipal da Educação, e alegou que Hugo Esoj explorou o quiosque antes de assumir a presidência da Emsurb e, posteriormente, alugou o imóvel para uma empresária, prática que, segundo ele, é vedada.
O vereador também afirmou que, após assumir a presidência da Emsurb, Hugo passou a perseguir administrativamente a permissionária, impedindo a emissão de boletos para pagamento da taxa de permissão com o objetivo de torná-la inadimplente e revogar a autorização de uso do espaço. A empresária recorreu à Justiça e obteve decisão favorável para permanecer no local.








