A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, utilizou suas redes sociais para comentar sobre a operação policial que aconteceu na manhã desta sexta-feira, 18, na sede da Prefeitura da capital sergipana. A chefe do executivo afirmou defender as investigações e frisou que quem tiver cometido qualquer irregularidade deve responder por seus atos.
“Eu defendo toda e qualquer investigação. Se existem dúvidas sobre contratos, processos ou recursos públicos, que sejam apuradas. Se houver irregularidades e responsáveis, que respondam pelos seus atos. Eu quero que tudo seja esclarecido”, afirmou.
Emília declarou ainda que a Controladoria do município buscou informações sobre a operação junto à Polícia Civil, mas que recebeu negativa por conta do sigilo do caso.
“Eu não tenho medo de investigação, eu quero que os fatos sejam apurados e que a verdade apareça. A Controladoria buscou oficialmente informações sobre as investigações junto à Polícia Civil, mas recebeu como resposta que os elementos estão sob sigilo”, destacou Emília.
Após isso, a prefeita traz questionamentos sobre o momento em que foi deflagrada a operação, principalmente no que tange, segundo ela, a proximidade com o pleito eleitoral.
“Estamos em período eleitoral e isso precisa ser observado. São operações envolvendo a Prefeitura em um intervalo próximo da eleição. Isso chama a atenção. Mas eu pergunto, é só em Aracaju que a polícia estadual está investigando? Só em Aracaju, durante um pleito eleitoral? Eu defendo as investigações, mas as instituições devem cumprir seu papel com isenção, critérios técnicos e respeito ao devido processo legal”, manifestou Emília.
Entenda
A Polícia Civil de Sergipe detalhou que a operação deflagrada na manhã desta sexta-feira, 18, que investiga fraudes e licitações em licitações e contratos na prefeitura de Aracaju, é desdobramento da apreensão de R$ 240 mil com um servidor da secretaria de Educação (Semed).
A investigação teve início em junho de 2026, após a apreensão do valor. As análises documentais e telemáticas revelaram a existência de contratos firmados diretamente, sem o devido processo licitatório. Um dos episódios mais suspeitos envolveu a assinatura de um contrato de R$ 1.730.631,50 no dia 23 de junho de 2026, poucas horas antes do flagrante da apreensão do dinheiro.








