O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República em 2026, Ronaldo Caiado, afirmou nesta quarta-feira, 27, durante entrevista ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, que o próximo presidente do Brasil precisará adotar “medidas duras” para reorganizar a economia do país.
Durante a entrevista, Caiado comparou a situação econômica do Brasil à de um “paciente politraumatizado” e criticou o aumento da dívida pública durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O governo Lula aumentou a dívida do brasileiro em mais de um trilhão de reais em três anos e cinco meses. Isso nunca aconteceu em nenhum outro governo”, afirmou.
Segundo o pré-candidato, o alto endividamento elevou as taxas de juros e agravou a inadimplência da população e das empresas. “Hoje o Brasil gasta mais do que arrecada. Isso colocou o país numa situação delicada”, declarou.
Caiado afirmou que, caso chegue à Presidência da República, pretende implementar uma reforma administrativa e reduzir os gastos da máquina pública federal. “Uma reforma administrativa chama-se cortar na carne. É aquilo que tive que fazer no estado de Goiás”, disse.
O governador também defendeu a redução gradual da dívida pública para recuperar a confiança do setor produtivo e estimular o crescimento econômico. “Os dois primeiros anos exigirão medidas muito duras para estabilizar o país. Depois disso, o Brasil volta a crescer”, afirmou.
Durante a entrevista, Caiado ainda criticou programas de renegociação de dívidas promovidos pelo governo federal e afirmou que políticas econômicas “populistas” têm levado a população ao endividamento. “O governo vem e diz que vai desenrolar. Mas quem enrolou o povo brasileiro?”, questionou.
O pré-candidato citou ainda a experiência de sua gestão em Goiás e afirmou ter recebido o estado em crise fiscal e encerrado o mandato com as contas equilibradas. “Hoje é o estado que entreguei com quase R$ 10 bilhões em caixa”, declarou.








