Sergipe está entre os estados brasileiros com tendência de aumento nos casos prováveis de dengue e de chikungunya para a temporada de 2027.
Os dados foram apresentados nesta sexta-feira, 6, durante o webinário Preparação para a temporada de dengue 2027, promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Fundação Getulio Vargas (FGV), Mosqlimate e InfoDengue.
Enquanto a maior parte do país projeta um cenário estável ou inferior ao período anterior, Sergipe integra o grupo de unidades da federação com curva de crescimento prevista para a dengue, ao lado de Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Acre e Minas Gerais.
Em âmbito nacional, a estimativa média é de 860 mil casos prováveis (podendo variar entre 560 mil e 1,6 milhão), com pico previsto para abril. O alerta no estado é intensificado pela possível atuação de um evento super El Niño no verão, fenômeno climático que costuma favorecer a proliferação do mosquito Aedes aegypti.
A situação da chikungunya também exige monitoramento. De acordo com os modelos preditivos, o Nordeste deve concentrar aumento significativo de casos da infecção, com destaque para Sergipe, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Piauí. Em todo o país, a projeção ultrapassa 90 mil ocorrências prováveis da doença.
Os cálculos integram o Desafio de Previsão de Dengue InfoDengue–Mosqlimate (IMDC), que combinou 22 modelos matemáticos desenvolvidos por mais de 130 especialistas de oito países para apoiar o Ministério da Saúde e os gestores públicos no planejamento epidemiológico.
Conforme ressaltam os pesquisadores, a confirmação dessa tendência de alta torna indispensável a mobilização antecipada da rede assistencial local e a intensificação das ações de combate aos criadouros nos municípios sergipanos, eliminando depósitos de água parada e reforçando a busca por atendimento médico aos primeiros sintomas.os pesquisadores, as projeções não substituem a vigilância de rotina, mas ajudam gestores a se antecipar.








