O Senado do Paraguai rejeitou nesta sexta-feira, 6, o pedido do presidente Santiago Peña para receber um prazo de 72 horas para apresentar sua defesa no processo de impeachment do qual ele é alvo por envolvimento no escândalo financeiro do banco digital Ueno.
Peña havia pedido um prazo maior para elaborar sua defesa, argumentando que não teria tempo suficiente para prepará-la antes de apresentá-la ao Senado nessa sexta-feira.
O julgamento do processo de impeachment, que já tinha se iniciado na quinta-feira, 5, foi retomado pouco antes das 11h da manhã. Ao todo, 44 senadores votaram para decidir se o presidente receberia um prazo maior para preparar sua defesa: 39 foram contra; três, a favor; e dois se abstiveram.
Após a votação, o presidente do Senado, Basilio Bacchi Núñez, deu início a um intervalo na sessão para que Peña se apresente no Congresso a fim de dar continuidade ao julgamento. A expectativa é de que ele chegue acompanhado de seus advogados, Adolfo Ferreiro e Ricardo Preda.
O Ueno administrava US$ 850 milhões em recursos públicos, inclusive US$ 355 milhões relacionados ao Instituto de Previdência Social paraguaio. A quebra do banco deixou aproximadamente 3 milhões de clientes sem acesso às contas. A população paraguaia é de 6,4 milhões de pessoas.
Peña começou a balançar no cargo depois que veio à público a informação de que ele foi sócio do conglomerado empresarial que é proprietário do Ueno, o Grupo Vázquez.
Peña assumiu a presidência em agosto de 2023, mas permaneceu como sócio do Grupo Vázquez até março de 2025, o que despertou suspeitas de que o governo paraguaio favorecesse o banco, que entrou em regime de resolução.
Na quinta-feira, o presidente apresentou uma carta de renúncia, mas ela foi rejeitada pela Câmara dos Deputados. Isso significa que Peña permanece tecnicamente no cargo até a conclusão do processo de impeachment.
*Com informações SBT News








