Trump sofre derrota histórica e Partido Democrata terá maioria na Câmara e no Senado dos EUA; presidente americano diz que vai aceitar resultado

Foto: Jim Watson / AFP / Getty Images

O Partido Democrata conquistou na madrugada desta quarta-feira, 4, a maioria das duas casas do Congresso dos Estados Unidos. O resultado configura uma derrota histórica para o presidente republicano Donald Trump em meio às eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms, realizadas na última terça, 3.

Os democratas mantiveram suas cadeiras no Senado e avançaram sobre vagas historicamente ocupadas por republicanos. O partido elegeu 20 senadores, sendo sete de virada, e chegaram a 54 das 100 cadeiras da Casa até a última atualização desta reportagem. Eram necessárias 51 cadeiras para alcançar a maioria.

Até o fechamento da matéria, o Partido Republicanos obteve 44 cadeiras, enquanto duas cadeiras ainda estavam agurdando resultado.

Na Câmara, os democratas conseguiram “virar” 25 cadeiras que estavam sob o controle dos republicanos em distritos de mais de 10 estados.

Até o fechamento desta matéria, os democratas conseguiram 228 cadeiras, enquanto os republicanos tiveram 139 cadeiras garantidas. 68 cadeiras ainda estavam aguardando resultado.

Toda a Câmara dos Deputados estadunidense é renovada a cada dois anos. Como existem 435 cadeiras na Casa, um partido precisa conquistar pelo menos 218 assentos para obter a maioria absoluta. No Senado, onde os democratas também obtiveram maioria, havia 35 cadeiras em disputa das 100 no total.

As eleições devem alterar drasticamente o equilíbrio de poder em Washington, já que o partido de Trump perdeu o controle que tinha nas duas Casas.

Reação do presidente americano

Após a confirmação do controle democrata sobre as duas Casas, Donald Trump afirmou, em entrevista ao jornal americano “The New York Times”, que deve aceitar a derrota e governar junto dos democratas. “Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados”, afirmou.

De acordo com o mandatário, sua gestão deve buscar acordos com integrantes do partido adversário. “Vamos trabalhar com os democratas e esperamos colaborar com eles. Provavelmente chegaremos a algum entendimento”, declarou.

*Em atualização

**Com informações do G1

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