Lula classifica novo tarifaço de Trump como “coisa desaforada” e explica poucas interações durante G7

Durante coletiva de imprensa de encerramento do G7, realizada nesta quarta-feira, 17, em Évian, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi questionado sobre as poucas interações com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em resposta, Lula afirmou que não solicitou bilaterais com o presidente norte-americano porque os dois países estão em fase de negociações. Durante a fala, o presidente brasileiro também classificou as últimas ações de Trump como “desaforadas” em relação ao Brasil.

“Eu acho que o que ele fez foi uma coisa desaforada pro Brasil, ele sabe disso. É por isso que eu disse que ele ainda continua agindo como um imperador”, declarou Lula.

A declaração se refere à ameaça de Trump de impor tarifas de 25% sobre todas as importações brasileiras, anunciada na semana passada. “Eu fiquei surpreso”, destacou o presidente brasileiro.

Na ocasião, Lula afirmou ainda que entregou um documento oficial para Trump para demostrar que a Polícia Federal brasileira está preparada para enfrentar o crime organizado. O presidente também acusou os Estados Unidos de serem origem das armas apreendidas no Brasil e de facilitarem esquemas de lavagem de dinheiro.

“Todas as armas que a Polícia Federal apreende no Brasil vem de Miami e o estado de Delaware, nos Estados Unidos, faz lavagem de dinheiro pra bandido brasileiro”, disse.

Lula ressaltou que fez questão de entregar o documento por escrito ao presidente dos EUA porque, segundo ele, Trump “fala muito e ouve pouco”.

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