Pastor Diego e Elber saem em defesa da atuação parlamentar de Alessandro em CPI; Isac fala em excesso

Os vereadores Pastor Diego (PP) e Elber Batalha, durante sessão na Câmara Municipal de Aracaju nesta quinta-feira, 16, saíram em defesa da atuação do senador Alessandro Vieira após leitura do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.

Pastor Diego se manifestou em contrariedade ao pedido de investigação por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) contra Alessandro e atacou os demais membros da Suprema Corte, alegando que trata-se de um desrespeito ao poder Legislativo.

“Vejamos o que está acontecendo no Brasil. Quem tem contrato milionário com o Banco Master, não é motivo de investigação, quem suspende quebra de sigilo bancário para não comprometer colega ministro não é motivo de investigação. Isso é uma falta de respeito com o nosso país. Isso é uma falta de respeito com o Poder Legislativo.
O senado, no uso das suas atribuições, ele prepara o relatório, pede indiciamento de ministros…importante ressaltar que o relatório foi recusado, por articulação do PT, mas ainda assim é vítima de pedido de investigação da Procuradoria Geral da República (PGR). […] Isso é uma vergonha, é uma forma de amedrontar os parlamentares brasileiros”, comentou.

Na mesma seara, Elber também pediu independência na atuação parlamentar e criticou as respostas do STF para Alessandro diante do relatório final da CPI.

“Todos tem o direito de julgar se o relatório foi o mais acertado do ponto de vista jurídico, se foi a melhor opção ou não de Alessandro apresentá-lo, se cabia se alocar ali os ministros do Supremo dentro de um cenário que inicialmente tinha o propósito de investigar o crime organizado, creio eu que num cenário mais adequado e mais comum do que se entende por crime organizado, que seriam facções, milícias e etc. No entanto, uma coisa eu acho que tem que ser preservada: o direito de qualquer parlamentar expor a manifestação e o entendimento dele sobre qualquer matéria é um corolário sagrado da democracia brasileira. […] Agora, uma das coisas que nós não podemos é inverter os polos. Não dá pra criminalizar um senador que procura trabalhar porque cita, adequado ou inadequadamente, graves irregularidades cometidas pelo ministro da Suprema Corte”, defendeu Elber.

Por sua vez, o vereador Isac Silveira argumentou ser contra as ameaças do STF , mas argumenta que pode ter havido excesso por parte de Alessandro no relatório.

” Eu não tenho o conhecimento total do relatório da peça construída pelo relator Alessandro, mas me parece que em nenhum momento ele convoca ou faz qualquer tipo de iniciativa para levar um desses ministros para depor na CPI. Me parece que a não prorrogação levou a tomar uma atitude e que alguns suspeitam que ela é politiqueira, porque ela se encaixa de forma meio capenga também. Então concordo plenamente que a ameaça do Supremo é algo preocupante e torna muito mais vexatório as posições do Supremo, muito mais questionáveis, mas me preocupa essa sempre intenção do Alessandro de julgar e punir as pessoas que ele às vezes nomeia como seu “inimigo”. É isso que eu vejo às vezes. nas colocações, na forma de agir, o senhor Alessandro, e acho que em algum momento a gente paga um pouco pelas nossos excessos”, pontuou.















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