Instituto Nacional de Câncer prevê 781 mil casos por ano no Brasil até 2028

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O Brasil deve ter 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativa divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA).

O número, que relaciona dados de registros populacionais e mortalidade, representa uma crescente em relação às projeções nos anos anteriores e chama atenção para o impacto da doença como uma das principais causas de adoecimento e morte no Brasil.

O relatório “Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil” foi divulgado nesta quarta-feira, 4, no Dia Mundial de Combate ao Câncer. Segundo o INCA, o crescimento está relacionado a fatores demográficos, como o envelhecimento da população e a desigualdades regionais no acesso a prevenção, diagnóstico e tratamento.

O estudo detalha os tipos de tumores mais frequentes, entre eles:

  • Homens: maior incidência de câncer de próstata, seguido de tumores de cólon e reto, pulmão e estômago.
  • Mulheres: propensão para câncer de mama, seguido por cólon e reto, colo do útero e pulmão.

Segundo levantamentos anteriores do INCA, já foi destacada a predominância de tumores como o de pele não melanoma e mama feminina como os tipos mais incidentes no país.

Desafios da desigualdade

O relatório do INCA também destaca diferenças entre regiões brasileiras. Segundo ele, no Norte e no Nordeste, por exemplo, o câncer de colo do útero é segundo tumor mais frequente em mulheres, apesar de ser evitável com a vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) e diagnóstico adequado. Já no Sul e Sudeste, há maior registro de tumores associados ao envelhecimento e ao estilo de vida.

Especialistas envolvidos no estudo alertam um dos reflexos dessas disparidades é a baixa democratização do acesso aos serviços de saúde. A detecção tardia, frequentemente mencionada nas análises, está associada principalmente a custos elevados de tratamento.

“Populações mais pobres recebem o diagnóstico em estágios mais avançados, o que é, por si só, um fator de pior prognóstico. A mortalidade entre grupos menos favorecidos é de duas a três vezes maior do que em países desenvolvidos”, afirma o oncologista e cofundador do Instituto Vencer o Câncer, Fernando Maluf.

*Com informações do G1.

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