O Ministério da Saúde está capacitando 760 profissionais para fortalecer a atenção obstétrica e neonatal no SUS. Atualmente, o Brasil tem somente 13 mil profissionais desse tipo registrados no sistema do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).
Enfermeiros com experiência mínima de um ano na atenção à saúde da mulher estão cursando desde novembro de 2025 a Especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne.
A formação é coordenada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com 38 instituições e apoio da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (Abenfo).
O enfermeiro obstétrico é o profissional especializado que cuida da saúde da mulher durante a gravidez, o parto e o pós-parto, em partos naturais ou vaginais. Ele faz exames, auxilia no parto, presta cuidados ao recém-nascido e colabora com os médicos para garantir um atendimento seguro.
Lançada pelo governo federal, pelo Ministério da Saúde, no dia 12 de setembro de 2024, a Rede Alyne é um projeto de assistência materno-infantil que reestrutura a antiga Rede Cegonha, de 2011. O objetivo é reduzir a mortalidade materna em 25% e a mortalidade materna de mulheres negras em 50% até 2027.
A iniciativa homenageia a jovem negra Alyne Pimentel, que morreu aos 28 anos, gestante e vítima de negligência médica. O caso levou o Brasil a ser o primeiro país condenado por morte materna pelo Sistema Global de Direitos Humanos em todo o mundo.
*Com informações da Agência Brasil








