O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, convocou sessão extraordinária no plenário para a próxima terça-feira, 15, às 10h, quando a Corte vai decidir se abre uma investigação formal contra o ministro Alexandre de Moraes por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, alvo central do Caso Master. Na mesma decisão, Fachin determinou a suspensão de todo e qualquer procedimento em curso contra ministros do STF e a transferência dos casos para a presidência do tribunal.
O julgamento parte de um relatório da Polícia Federal que aponta 187 interações e ao menos seis encontros presenciais entre Moraes e Vorcaro, fundador do Banco Master preso em novembro de 2025 na Operação Compliance Zero. O documento foi tornado público pelo ministro André Mendonça no início de setembro e traz mensagens trocadas entre os dois dias antes da prisão do banqueiro, entre elas uma em que Vorcaro pergunta a Moraes se já deveria deixar o país.
A ida do caso ao plenário ocorre mesmo após a Procuradoria-Geral da República pedir a nulidade da apuração. O procurador-geral, Paulo Gonet, sustenta que houve aprofundamento irregular da investigação sobre Moraes, sem autorização prévia da própria Corte.
Na decisão, Fachin afirmou existir hoje no STF um quadro de conflitos e sobreposições processuais que configuram grave lesão à ordem pública e à integridade do tribunal, resultado de decisões monocráticas sucessivas tomadas por ministros em episódios entrelaçados pelos mesmos fatos. O procedimento marcado para terça-feira, tratado sob o número Pet 16.704, refere-se também ao pedido de Moraes para que Mendonça seja investigado por suposto direcionamento de apurações contra ministros do Supremo.








