Dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados nesta quinta-feira, 23, revelam que a rede de violência contra a mulher tem se intensificado nos crimes que antecedem o feminicídio e na violação medidas protetivas.
Em Sergipe, a prática de stalking, ou crime de perseguição, registrou um salto entre 2024 e 2025, passando de 1.115 para 1.410 ocorrências no ano, o que representa um crescimento de 25,9%. O avanço registrado no estado acompanha a tendência observada em todo o território nacional, onde o crime teve alta superior a 30%.
No mesmo caminho, os registros de violência psicológica no estado subiram 18,7%, saindo de 391 casos em 2024 para 466 em 2025. Em âmbito nacional, esse tipo de agressão teve uma variação positiva de 16,9%, saltando de 51.830 para 60.830 notificações no ano passado.
Já os casos de descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência aumentaram 16,2% de um ano para o outro, passando de 1.105 casos em 2024 para 1.289 em 2025. No cenário brasileiro, a quebra dessas decisões ultrapassou a marca de 132 mil registros, o equivalente a uma alta de 16,7% em relação aos 112.695 casos contabilizados no período anterior.
Conforme o anuário, Sergipe figurou entre os estados que se destacaram com alta nas taxas de feminicídio, apresentando um crescimento próximo a 50%. Em todo o país, o levantamento apontou um recorde de 1.571 mulheres vítimas de feminicídio consumado, além de registrar mais de 3.800 tentativas.
Em contrapartida à expansão dos crimes de perseguição e descumprimento de ordens judiciais, outros indicadores apresentaram variações mais pontuais em Sergipe. Os registros de ameaça tiveram uma ligeira redução de 2,6%, caindo de 11.628 casos em 2024 para 11.374 em 2025. Já os casos de lesão corporal dolosa demonstraram estabilidade com leve alta, registrando um aumento de 1,1% ao passar de 1.055 ocorrências em 2024 para 1.071 no ano seguinte.








