Fábio Meireles denuncia suposta negativa de atendimento no Nestor Piva e diz ter sido empurrado ao fiscalizar situação

Uma moradora da Barra dos Coqueiros publicou um vídeo nas redes sociais em que alega ter tido o atendimento negado no Hospital Nestor Piva, em Aracaju, por não residir na capital. O caso teria acontecido nessa última segunda-feira, 7.

A situação foi discutida na Câmara Municipal de Aracaju (CMA) nesta terça-feira, 8. O vereador Fábio Meireles (PDT) relatou que, após ser procurado pela denunciante, foi até a unidade para verificar a situação, mas afirmou ter sido impedido de acessar as dependências do hospital.

A mulher, que afirma ser mãe atípica, disse que procurou a unidade após sentir dores de cabeça durante quatro dias, sem melhora com o uso de medicamentos.

“Eu estou aqui no hospital, sou uma mulher negra, sou mãe atípica, eu pedi ajuda aqui, disse que não vai me atender, que aqui não é para suporte, falei com a supervisora de nome Joyce, ela disse que eu não posso ser atendida aqui, que eu tenho que ir no hospital João Alves. […] Agora eu pergunto a você, onde é que tem dizendo isso, que um hospital público pode negar atendimento a uma pessoa?”, diz a mulher em vídeo compartilhado nas redes sociais.

Segundo o vereador Fábio Meireles, a mulher só foi atendida após a intervenção de agentes da Guarda Municipal de Aracaju.

“Essa senhora, ela só foi ser atendida depois que a Guarda Municipal foi até ela. Segundo ela, ela estava no estacionamento, a Guarda Municipal foi até ela, pegou e disse: ‘olha, vamos levar a senhora, a senhora vai fazer a ficha, vai ser atendida’. Segundo o Nestor Piva, tem um protocolo de não atender. A Guarda Municipal teve mais sensibilidade de que a própria Saúde do município de Aracaju. Ela foi atendida”, disse o vereador na sessão desta terça.

Ao chegar à unidade e se identificar como parlamentar do município, o vereador afirmou que relatou à equipe o caso da mulher e que ela havia tido o atendimento inicialmente negado. Segundo ele, após ser informado de que ela havia sido atendida, solicitou falar com a supervisora.

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra o momento em que o vereador discute com um segurança da unidade após pedir acesso às dependências do hospital.

“Eu fui empurrado pela vigilância, aí a hora que ele puxa o meu braço, ele consegue arrancar o meu relógio. Esse é o vigilante que atua lá no Nestor Piva. Depois de pedir para ser atendido pela supervisora, e não ter sido atendido, então pelo menos eu vou ver a paciente pra passar pra ela a tranquilidade que nós estamos lá pra qualquer coisa que ela quiser”, afirmou.

Hospital se manifesta

Em nota, o Hospital Nestor Piva, gerido pelo Instituto de Gestão e Cidadania (IGC Brasil), afirmou que a mulher foi atendida por uma equipe assistencial ainda na recepção.

Nesse primeiro contato, a equipe avaliou os sintomas relatados e o local de residência da paciente e, diante de um quadro de baixa complexidade clínica, orientou que ela procurasse a UPA de referência do seu território.

“Essa conduta não representa negativa de atendimento. Ela segue a lógica de organização da Rede de Atenção à Saúde do SUS, que distribui os casos entre os diferentes níveis de complexidade para garantir que hospitais como o Nestor Piva possam se dedicar aos atendimentos que exigem maior estrutura, sem prejuízo a nenhum paciente”, diz o comunicado.

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