Representante da VRS rebate SMTT sobre data de vistoria e afirma que empresa sofre “perseguição”

O representante dos trabalhadores da Viação Roberto Santana (VRS) contestou a versão apresentada pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) de Aracaju sobre a solicitação de cadastro dos ônibus da empresa. Em entrevista ao Jornal da Fan, ele afirmou que o protocolo para a vistoria dos veículos foi realizado na última quarta-feira, 2, e não na sexta-feira, 4, como informado pela SMTT.

Segundo o representante, a solicitação foi feita antecipadamente para garantir tempo hábil para a realização da vistoria e a liberação dos veículos, diante da cobrança de colocar novos ônibus em circulação no sistema de transporte público da capital.

A declaração ocorre após a SMTT informar que o pedido de cadastro dos veículos havia sido protocolado na sexta-feira, 4, com vistoria prevista para esta terça-feira, 8. A situação ganhou repercussão depois que ônibus da VRS foram bloqueados pela SMTT no último fim de semana. Após o episódio, o superintendente do órgão justificou que a medida ocorreu porque os veículos ainda não possuíam o cadastro necessário para operar.

O representante afirmou que a empresa está sofrendo uma “perseguição” pela SMTT. Ele comparou os procedimentos exigidos pelo órgão na VRS com a empresa BoaVista que, segundo ele, estariam circulando sem autorização.

“A gente está vendo, descaradamente, uma perseguição por conta da SMTT. Porque se a gente tem que respeitar todos os trâmites legais de respaldo que a SMTT solicita,  é um procedimento dela, padrão, beleza. Por que a gente tem que atender a tudo isso? E hoje a gente vê a empresa BoaVista não tem ordem de serviço, porque a gente recebeu essas ordens de serviço por volta de um liminar. E hoje a gente vê esses carros da BoaVista rodando no mesmo horário, na mesma tabela, na mesma linha, sem a autorização de serviço para poder rodar”, afirmou o representante.

Ainda de acordo com ele, a VRS recebeu 15 ônibus novos e climatizados. No entanto, apenas cinco deles estão atualmente em circulação. Os outros ainda aguardam a conclusão do processo de emplacamento e a liberação necessária para começar a operar no sistema.

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