Durante entrevista ao Jornal da Fan desta quarta-feira, 22, o advogado e então pré-candidato ao Governo de Sergipe pelo PSDB, Emanuel Cacho, explicou os bastidores da aproximação da Federação PSDB/Cidadania com a coligação do pré-candidato Valmir de Francisquinho (Republicanos).
Cacho, que também preside o PSDB no estado, confirmou que as tratativas avançaram para a composição da chapa majoritária. “Na verdade, você só pode fazer coligação se previr em ata essa possibilidade. O Republicanos fizeram isso e colocou também na conversa a possibilidade real de indicarmos o suplente de senador. Hoje em dia, eleição não é uma coisa muito fácil”, declarou. O dirigente ressaltou ainda que a definição final ocorrerá no próximo mês: “Agora, vamos discutir os detalhes para que possamos, na convenção, homologar o que foi proposto pelo Republicanos ou avaliar outras ideias”, pontuou, lembrando que a convenção da federação está marcada para o dia 2 de agosto.
Apesar da necessidade de validação formal, o advogado deu a aliança como praticamente certa. “Depende da aprovação, mas tecnicamente já estamos alinhados e ajustados. Nos últimos dias, eu tenho conversado com todos os segmentos da política, eu posso ter muitos inimigos ocultos, mas eu consigo conversar com qualquer um na política de Sergipe”, disse.
Ao analisar sua trajetória no pleito e a abdicação de seu nome na disputa pelo Palácio dos Despachos, Emanuel Cacho citou os custos de uma campanha e o trabalho de recuperação interna da legenda.
“A política se tornou muito cara. Fiz essa caminhada de cabeça erguida e sem envergonhar ninguém. Meu compromisso em contribuir com a democracia permanece. Em qualquer fase, posso até não ser candidato, pois o meu compromisso principal era reerguer o PSDB, que peguei totalmente esfacelado e com contas reprovadas”, explicou.
Por fim, o presidente estadual enfatizou que os recursos ainda não chegaram devido a pendências antigas, mas que a sigla já retomou a estabilidade. “Até hoje não recebi nenhum real do partido porque os administradores passados deixaram o partido tecnicamente inviável. Hoje, o partido já está viável. A minha intenção era sendo candidato a governador para puxar essa chapa de deputados federais”, destacou.







