Alessandro diz que classificação de facções como terroristas é medida política: “Destinada a desviar a atenção do caso Master”

Ao comentar a decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que se trata de uma medida “extremamente política”, e não técnica, focada em desviar atenção do caso Master.

A declaração foi feita nessa última sexta-feira, 29, em entrevista ao Portal Fan F1, durante o evento de retomada de investimentos da Petrobras na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen), em Laranjeiras, com a presença do presidente Lula.

“Ela tem consequências econômicas para o Brasil, potencialmente falando, e não gera nenhum tipo de resultado positivo no combate efetivo ao crime, uma vez que o regramento que nós temos hoje, a cooperação que nós temos com as autoridades americanas na seara policial já é suficiente. É uma medida extremamente política, provavelmente destinada a desviar a atenção do caso Master”, disse ele.

Ainda segundo o senador, as facções criminosas brasileiras não são organizações terroristas como as combatidas pelos Estados Unidos.

“Isso de acordo com qualquer definição técnica que você faça. Essa decisão política do governo americano é unilateral, ou seja, não adianta a gente fazer nenhum tipo de manifestação ou crítica nesse momento, do ponto de vista diplomático”, completou.

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