O vereador de Aracaju, Pastor Diego (União Brasil), afirmou que as eleições de 2026 “devem ser uma das mais decisivas e importantes para as famílias conservadoras e para os cristãos”. A declaração foi feita em uma publicação nas redes sociais na última segunda-feira, 27, na qual o parlamentar comenta um trecho de um debate entre o pré-candidato a deputado federal por Pernambuco, Jones Manoel (PSOL), e o vereador do Recife Eduardo Moura (Novo).
Na fala destacada por Pastor Diego, Eduardo Moura questiona se Jones Manoel defende o estupro de mulheres pelo grupo Hamas, no contexto da guerra entre Israel e a Palestina. Em resposta, o pré-candidato afirma que defende “todas as formas de resistência do povo palestino”.
Pastor Diego classificou a declaração como “repugnante” e afirmou que a política deve se posicionar contra esse tipo de posicionamento.
“É exatamente contra esse tipo de pessoa que nós precisamos urgentemente nos posicionar: pessoas doentes, que colocam a ideologia política acima do racional, acima da vida, acima do que é humano”, declarou o vereador.
O parlamentar também citou nomes do PSOL, como as deputadas federais Erika Hilton, Sâmia Bomfim e Talíria Petrone, além do ministro Guilherme Boulos, e questionou se eles iriam repudiar a fala de Jones Manoel.
“É por isso que essa eleição de 2026 vai ser uma das mais decisivas e importante para as famílias conservadoras e para os cristãos. Se a nossa luta parar, esse mal vence”, concluiu o vereador.
Debate Jones Manoel x Eduardo Moura
Um debate realizado na última quarta-feira, 22, entre o pré-candidato a deputado federal por Pernambuco, Jones Manoel (PSOL), e o vereador do Recife Eduardo Moura (Novo) viralizou nas redes sociais após a divulgação de um trecho em que os dois discutem sobre o grupo Hamas.
Na ocasião, Moura, em inglês, reproduziu o depoimento de uma das vítimas do grupo, Ilana Gritzewsky, em que a israelense de origem mexicana alegou ter sido vítima de abuso sexual. Em seguida, o vereador questionou se Jones defende o estupro de mulheres e bebês.
Em resposta, o youtuber alegou que seu oponente havia recusado tratar do tema na Câmara Municipal do Recife, enquanto insistiu em trazê-lo à ocasião. Sobre a questão, ele condenou Israel, a quem alegou estar praticando um “massacre”, acusando o Exército do país de praticar estupro, prática cuja aceitação popular teria sido “reconhecida por diversas pesquisas”. Apesar de não responder à provocação de Moura, ele firmou seu apoio à “causa palestina”.
Em novo vídeo divulgado em seu canal no Youtube, Jones se posicionou sobre os ataques que recebeu após a repercussão da fala. Em um pronunciamento de mais de uma hora, Jones afirmou que defende “todas as formas de luta política do povo palestino contra a besta nazicionista” e destacou que, no debate, ressaltou que repudia todas as formas de violência contra a mulher”.








