Bastidores
Por Narcizo Machado
O equilíbrio, a decência intelectual, a ética e a isenção precisam nos levar a sermos justos com Edvaldo Nogueira e com Emília Corrêa. E o motivo é simples: um tentou não fazer, e a outra fez. Mas fez uma reforma justa.
Lembremos que assim que foi aprovada a Reforma da Previdência em âmbito nacional, Aracaju, como diversos outros municípios, acionou a Justiça para tentar se eximir dos ajustes obrigatórios. Ao final de 2024, todos perderam no STF. Coube, então, aos gestores de plantão em 2025 enfrentar a pauta desgastante.
Se for para entrar no campo da desonestidade argumentativa, seria necessário lembrar que, não fossem os sindicatos, a proposta inicial de reforma apresentada por Emília seria desastrosa. Contudo, mais do que ouvir sua assessoria — que foi insensível e impiedosa na proposta inicial —, a prefeita ouviu os sindicatos e, com eles, construiu a quatro mãos uma proposta justa e viável.
Por isso, méritos para Edvaldo Nogueira, que adiou a implementação da reforma ao acionar a Justiça, e méritos para Emília Corrêa, que teve humildade para recuar de uma proposta equivocada e construir com diálogo uma saída responsável.
Todo o resto é politicagem barata.








