O senador reeleito Alessandro Vieira (MDB) anunciou, nesta quinta-feira, 29, por meio de sua conta no X (antigo Twitter), que não apoiará a recondução de Davi Alcolumbre (União) à presidência do Senado Federal.
Na postagem, o parlamentar apontou o pleito pela liderança da Casa legislativa como o “evento mais importante para o futuro do Brasil”, definindo a manutenção de Alcolumbre como parte de um “megaacordão” voltado a conter investigações que envolvem altas autoridades.
“Megaacordão para abafar simultaneamente todos os escândalos que atingem poderosos nos três poderes. A peça fundamental neste acordo é a reeleição de Davi Alcolumbre, com o compromisso de não instalação de CPIs ou processos de impeachment”, escreveu.
Alessandro Vieira também declarou que acompanhará a postura de colegas recém-eleitos que se comprometeram com a pauta anticorrupção e com a abertura de apurações contra magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF).
“A minha posição é pública e foi comunicada serenamente ao próprio Davi: não conte com o meu voto. Concordo que o Brasil precisa de urgente pacificação, mas ela não pode ser construída com base em impunidade e cinismo, ignorando a vontade amplamente manifestada pela sociedade brasileira, que não suporta mais tanta desconexão entre suas necessidades reais e as vontades de uma elite corrompida”, disse ele.
Diante do cenário, o senador sinalizou que pretende trabalhar na articulação de um nome alternativo para a disputa, fundamentado em critérios específicos.
“1) a eleição no Senado não representa um terceiro turno. As eleições presidenciais acabaram e Lula venceu; 2) transparência e combate à impunidade devem ser eixos centrais; 3) o Senado deve formular urgentemente soluções legislativas estruturais que garantam estabilidade fiscal, eleições mais baratas e justas, combate ao crime organizado e resgate da credibilidade da Justiça”, apontou.
Por fim, o senador reforçou a necessidade de ação política concreta para viabilizar novas propostas legislativas.
“Já existem diversos bons projetos que caminham nessa direção, o que falta é liderança e vontade política. A mudança que tantos desejam não vai cair do céu ou chegar pelas mãos de um salvador da Pátria. Vai chegar pelo trabalho de muita gente, começando agora”, finalizou.







