Uma família em desespero entrou em contato com a redação do Portal Fan F1 sobre o desaparecimento de uma bebê de seis meses. Nascida com uma cardiopatia grave na Maternidade Santa Isabel, em Aracaju, a bebê precisou permanecer internada logo nos primeiros momentos de vida.
Durante seis meses, os pais viveram o desgaste emocional de acompanhar a filha por meio de visitas periódicas, restritas pelas normas da maternidade, que, segundo a tia da criança, não permitiam a entrada de outros parentes. Nesse período, a bebê teria enfrentado três cirurgias delicadas no coração.
“A família não podia visitar, e nem o pai. O pai só veio duas vezes, porque insistiu, aí autorizou, quem vinha todas as vezes era a mãe. E ela me disse que toda vez que vinha, a enfermeira esperava lá na porta e ela entrava, nunca deu nome aqui na entrada da Maternidade”, informa Sandra Raquel dos Santos, tia-avó da bebê.
Na manhã desta sexta-feira, 4, por volta das 10h, a mãe recebeu uma mensagem de texto enviada por uma mulher que se apresentava como “enfermeira Érica”, notificando o falecimento da criança e anexando a foto parcial de um bebê dentro de um caixão.
Em estado de choque, a mãe correu para a maternidade, onde relatou ter visto o corpo de uma criança e assinado papéis entregues por uma funcionária. O pai, no entanto, desconfiou de imediato e não acreditou que a bebê da foto fosse a sua filha.
Ao confrontarem a instituição, os pais foram informados pelo Serviço Social de que a tal enfermeira nunca trabalhou no local. A maternindade também afirmou que não possui qualquer registro da bebê ou da mãe na unidade e que nenhum corpo foi encontrado.
A sequência de irregularidades se aprofundou ao descobrirem que a cópia da Certidão de Nascimento que a mãe recebeu da suposta enfermeira é falsificada.
“O contato na maternidade sempre foi com essa enfermeira, médico nenhum. E o registro que foi feito não existe, o CPF. E quem fez esse registro foi essa enfermeira aqui dentro dessa sala, daqui do hospital”, complementou a tia.
Sem qualquer confirmação real do óbito, sem prontuários médicos e sem saber onde a filha de seis meses se encontra, os pais procuraram a polícia para registrar um Boletim de Ocorrência e exigir providências imediatas.
A Polícia Civil já iniciou as investigações para apurar a fraude documental, esclarecer o papel dos envolvidos e descobrir o paradeiro da criança.
O portal Fan F1 entrou em contato com a assessoria do Hospital, que informou não estar ciente do caso até o momento.
*Matéria em atualização.








