O ex-presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Hugo Esoj, rebateu nesta terça-feira, 18, em entrevista ao Jornal da Fan, as acusações de suposto tráfico de influência e irregularidades na gestão de uma permissão de uso de espaço público na capital.
A denúncia foi apresentada na tribuna da Câmara Municipal de Aracaju pelo vereador Elber Batalha (PSB). Ele alegou que a permissão do espaço público pertencia originalmente a André Luiz Mendonça dos Santos, primo de Hugo. Contudo, o parlamentar afirmou que quem explorava o local por meio de uma lanchonete era Hugo Esoj, que posteriormente teria sublocado o quiosque a uma empresária.
Conforme Hugo, o histórico do espaço começa em 2016, quando seu primo, André Luiz, obteve a permissão pública e construiu a estrutura. À época, Hugo afirma que atuava como sócio informal, fornecendo os equipamentos do estabelecimento.
Em 2020, as atividades da sociedade foram encerradas, mas os equipamentos, segundo Hugo, permaneceram no local e foram alugados para terceiros. O espaço foi usado por outros comerciantes.
De acordo com o relato dele, o conflito administrativo se intensificou em novembro de 2024, após o período eleitoral. Segundo Hugo, uma das comerciantes em questão, Edna, compareceu à Emsurb alegando irregularidades na ocupação e no aluguel da estrutura.
“No dia 20 de novembro de 2024, a Edna foi na Emsurb e disse: ‘eu tenho esse documento […] e comprovo que esse trailer é alugado pelo futuro presidente da Emsurb’. Isso aí é o que a Edna ventila lá. […] Quando a oposição perdeu a eleição, o que eles pensaram: se esse aqui é de quem vai assumir, eu vou arranjar um problema para ele”, declarou..
Segundo Hugo, em 29 de novembro do mesmo ano, a permissão do espaço foi retirada de André Luiz e transferida formalmente para Edna. Hugo afirmou que não teve conhecimento da mudança no momento em que ocorreu e que só soube do reajuste administrativo em fevereiro de 2025, quando André descobriu a alteração do titular e solicitou a revisão do processo na Emsurb.
Ao assumir a presidência do órgão e se deparar com a contestação, Hugo afirmou que foi imparcial.
“Eu poderia muito bem […] ser irresponsável e dizer: ‘olha, vou tirar de Edna e volta para André, até porque por nove anos foi de André’. Eu submeto ao jurídico da Emsurb. Envio para a procuradoria e ela vai dar o parecer dela”, explicou.
De acordo com Hugo, durante a análise, que durou cerca de cinco meses, a Procuradoria Jurídica orientou a suspensão das duas permissões e da cobrança de taxas até a conclusão do processo administrativo. Notificada da suspensão, Edna teria recorrido à Justiça para garantir a permanência provisória no ponto comercial.
Hugo rebateu as insinuações de que teria utilizado o cargo para beneficiar o antigo permissionário ou perseguir a atual ocupante.
“Eu, como presidente, fui totalmente imparcial. Hora nenhuma eu intervi como presidente da Emsurb para poder favorecer A ou atrapalhar B. Nem atrapalhei a Edna, nem favoreci o André. A maneira como foi passado, que eu estava usando tráfico de influência, isso não é verdade”, pontuou.







