A deputada federal Delegada Katarina criticou, nesta quinta-feira, 21, a divulgação feita pela Prefeitura de Aracaju sobre os resultados do Índice de Progresso Social (IPS). Em vídeo publicado nas redes sociais, a parlamentar afirmou que a gestão municipal destacou apenas dados isolados da pesquisa e omitiu a queda da capital sergipana no ranking nacional de qualidade de vida.
Segundo Katarina, Aracaju já ocupou posição de destaque no levantamento. Em 2024, a capital foi apontada como a cidade com melhor qualidade de vida do Nordeste, alcançando a 10ª colocação nacional no IPS e ficando entre as 100 melhores cidades do Brasil.
De acordo com a deputada, os números mais recentes mostram uma queda significativa no desempenho da cidade. Em 2025, Aracaju passou para a 311ª posição nacional e caiu para o 3º lugar entre as capitais nordestinas. Já em 2026, o município teria recuado ainda mais, ocupando a 492ª colocação entre os 5.570 municípios brasileiros avaliados, mantendo a 3ª posição no recorte regional.
“Ou seja, Aracaju já disputou medalha de ouro. Hoje, querem que a população comemore participação”, declarou a parlamentar.
Katarina também destacou a redução no indicador “Oportunidades”, considerado um dos principais critérios do IPS para medir desenvolvimento social e econômico. Segundo ela, Aracaju ocupava a 3ª posição nacional neste quesito em 2024, mas caiu para o 89º lugar em 2026. O indicador avalia aspectos como direitos de minorias, acesso à cultura, lazer e esporte.
Ainda de acordo com a deputada, os dados completos do levantamento mostram perda de competitividade e piora na qualidade de vida da capital sergipana.
“Enquanto a Prefeitura tenta vender manchetes positivas, os números completos mostram uma realidade preocupante: a cidade perdeu espaço, competitividade e qualidade de vida”, afirmou.
A parlamentar também questionou se a população percebe, no cotidiano, a evolução apontada pela administração municipal. Ela citou problemas relacionados à infraestrutura, mobilidade urbana, redução de oportunidades e abandono de espaços públicos.
“A população conhece a realidade das ruas. Propaganda, sobretudo enganosa, não tapa buraco, não melhora a saúde, não resolve a mobilidade e nem devolve a qualidade de vida que Aracaju já teve um dia”, disse.
Por fim, Delegada Katarina defendeu que Aracaju retome políticas públicas voltadas ao desenvolvimento urbano e social, com planejamento e investimentos capazes de recuperar os índices que colocaram a capital sergipana em destaque nacional nos últimos anos.








