Superintendente cobra “assistência básica eficiente” das prefeituras para evitar superlotação do HUSE

Durante o jornal da fan desta segunda-feira, 18, o superintendente do Hospital de Urgências de Sergipe governador João Alves (Huse), Rilton Morais, falou sobre a necessidade de colaboração das secretarias municipais para que exista um controle de pacientes atendidos na unidade, restringindo aos casos de alta complexidade.

Durante a entrevista, ele citou “A ineficiência da ação de saúde da imensa maioria das prefeituras” no atendimento de pacientes em casos mais simples: “Das 75 prefeituras [do estado], a imensa maioria não tem sequer um raio-X ou laboratório para exames básicos. Para fazer um raio-X, mandam para o hospital regional ou para o HUSE”, apontou o médico.

Além disso, o superintendente afirmou que a falta de acompanhamento em casos de doenças crônicas como a diabetes, acaba revertendo casos corriqueiros em casos de alta complexidade: “Quando não se cuida do diabetes na base, você acaba com o paciente típico: idoso, obeso, sem controle, que chega com uma ferida na perna e acaba perdendo o membro. A ferida é apenas o sinal de uma doença muito mais grave: a obstrução completa das artérias. Isso poderia ser evitado com uma assistência básica eficiente”.

Ele alertou, ainda, sobre o fato do hospital funcionar a portas abertas, gerando superlotação em decorrência de casos simples e do atendimento de pacientes de outros estados: “O HUSE […] deveria tratar doenças complexas e politraumas, e não pacientes com dor de barriga, corte no dedo ou pé torcido. Isso deveria ser resolvido em UPAs e unidades básicas. Outro fator de impacto é a demanda de outros estados. É comum ver ambulâncias da Bahia e de Alagoas trazendo pacientes para o HUSE”, finalizou.

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