O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou, por meio das redes sociais nesta segunda-feira, 16, que pode ser alvo de uma ação judicial movida pelo escritório de advocacia ligado à família do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A declaração foi feita após a divulgação de informações de que o escritório pretende processá-lo por suposto crime contra a honra.
Segundo o parlamentar sergipano, a possibilidade de ação judicial já era esperada e, na avaliação dele, representa uma tentativa de intimidação. Vieira afirmou que, em nenhum momento, declarou que dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) teria circulado nas contas de familiares do ministro.
O senador explicou que o que mencionou em entrevistas foi que o escritório de advocacia da família de Moraes — que inclui a advogada Viviane Barci e os filhos — teria recebido recursos do Banco Master. De acordo com ele, a instituição financeira estaria envolvida em irregularidades que causaram prejuízos a investidores em todo o país.
Vieira também citou estimativas de perdas superiores a R$ 50 bilhões relacionadas ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Segundo o senador, os fatos reforçam a necessidade de investigação por parte do Congresso Nacional.
“O que nós defendemos é a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito específica para investigar a atuação desse e de outros nichos que possam ter envolvimento com essa situação. Não antecipamos condenação nem acusamos ninguém, mas fazemos nosso trabalho com responsabilidade”, afirmou.
O parlamentar concluiu dizendo que continuará tratando do tema no âmbito do Senado e defendendo apuração dos fatos. Até o momento, não houve manifestação pública do escritório de advocacia citado nas declarações.








