Moradores do Santa Maria mostram prejuízos após enxurrada e cobram melhorias; prefeitura de Aracaju diz que mobilizará equipe

Moradores do Conjunto Valadares, bairro Santa Maria, na Zona Sul de Aracaju, reivindicaram nesta quarta-feira, 4, em protesto registrado pela equipe do Jornal da Fan, por melhorias no sistema de drenagem e escoamento de água. O ato aconteceu após famílias terem as casas invadidas pela água decorrente das fortes chuvas registradas no bairro no último sábado, 27.

Senhor Cosme, um dos moradores, afirmou que esta situação no barro acontece há cerca de 30 anos e clama por ajuda. “Tem quatro deficientes acamados e nós precisamos de benefício para o povo, na rua, em tudo. Porque chega na época de eleição, bate na porta, [diz] ‘ e aí vou te ajudar, vou te dar apoio’, mas nada de apoio”, relata.

Dona Enilza, também moradora, reclamou da situação e diz que precisou ir para a casa de familiares após o ocorrido.

“Entra prefeito, sai prefeito…tem 16 anos que moro aqui, imagina os moradores mais antigos. Nós estamos aqui jogados, ninguém olha para a gente aqui. Quando calçaram ali, o ex-prefeito disse que não era para calçar, que aqui não mora gente. Aqui não mora gente, mora animal? Porque um prefeito falar que não pode calçar, então somos cachorros. Aí chove, a água bate nas casas, entra dentro das casas, é um rio, só falta passar um navio”, desabafou.

Um morador conhecido como ‘pezinho’, mostrou à reportagem do Jornal da Fan mostrou como ficou a casa depois da enxurrada. Ele perdeu móveis e a residência ficou completamente suja. “Meus lençóis tudo foi, perdi tudo, então eu estou nesta situação. Queria que me dessem uma forcinha. Ninguém da prefeitura teve aqui, só Deus”, lamentou.

No protesto, o pequeno grupo de moradores reunidos cobrou a presença da prefeitura de Aracaju para resolver os problemas no local, sobretudo o calçamento das vias.

Durante o programa, o porta-voz da prefeitura, André Brito, observou que trata-se de uma “situação complicadíssima” e explicou que agentes municipais irão até o bairro conversar com moradores e “ver a necessidade das pessoas para que possamos atuar diretamente com eles”, disse.

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *