Ricardo Vasconcelos afirma torcer para êxito da gestão de Emília e explica: “Quem vai ganhar com isso é a população”

Em entrevista concedida ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, na manhã desta quarta-feira, 4, o vereador e presidente da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), Ricardo Vasconcelos, falou sobre a expectativa para o andamento da gestão da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, nos próximos anos.

Na ocasião, ele destacou que, apesar de fazer parte de um partido e de um agrupamento político diferente do da prefeita, deseja que a administração tenha êxito, uma vez que os benefícios refletem diretamente na população.

“Não tem porquê a gente ter receio de reconhecer publicamente os avanços, os acertos de políticos que estão ou não estão no palanque da gente. Eu sou presidente da Câmara, sou vereador da cidade de Aracaju, fui eleito em outro agrupamento político diferente de Emília, mas Emília é minha colega, eu não faço oposição visceral a ninguém, não sou dos que torcem para que ninguém dê errado, e dessa forma eu vou crescer politicamente, vai dar certo alguma coisa para mim. Então, pelo contrário, eu torço para que a gestão de Emília dê certo, porque quando ela der certo, já falei isso várias vezes, vou repetir aqui, quando ela der certo quem vai ganhar com isso é a cidade, quem vai ganhar com isso é a população, porque vai colher bons frutos”, pontuou.

O parlamentar também reforçou que, possivelmente, não estará no mesmo palanque que Emília nas eleições de 2028, mas garantiu que não pretende atuar contra a atual gestão municipal ao longo dos próximos anos. “Ainda que em 2028, muito possivelmente nós não venhamos a estar no mesmo palanque, eu não vou passar 25, 26 e 27, trabalhando contra a gestão de Emília de quem quer que seja, como não fiz com Edvaldo, tendo uma série de chateações da forma como Edvaldo tratava os vereadores, os mandatos da gente”, explicou.

Por fim, ele ainda elogiou a forma como Emília costuma ouvir os vereadores e dar espaço às pautas sugeridas, postura que, segundo Vasconcelos, é diferente da adotada pelo ex-prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, durante seus anos de gestão.

“Quando a gente, muitas vezes, tratava os problemas com Edvaldo, ele fazia ouvido de mercador […] Não fui eu que vivenciei apenas, quase todos os vereadores. Quem era mais amigo do rei é diferente. É amigo do rei, tem os privilégios. Como eu era amigo do povo eu pagava um preço mais alto. E continuo amigo do povo, eu não sou da cozinha de Emília, não tenho trânsito livre na gestão dela, mas até agora tudo que nós sentamos para conversar com a Emília, eu e os vereadores, como a questão dos servidores públicos sabe é que é uma coisa que Emília deu um ponto muito muito forte com a gente, vem um projeto, tem alguma coisa que o serviço procura a gente: ‘tá ruim vereadores’, a gente senta pra com Emília e [ela fala]: ‘Pera aí, vamos resolver agora'”, concluiu.

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