Em entrevista concedida ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, na manhã desta quinta-feira, 29, o senador e pré-candidato à reeleição, Alessandro Vieira (MDB-SE), falou sobre a possível convocação do também pré-candidato ao Senado por Sergipe e atual secretário de Governo do Rio de Janeiro, André Moura, para depor na CPI do Crime Organizado. À época, André havia sido citado na comissão que apura a atuação, a expansão e o funcionamento de organizações criminosas. Vale ressaltar que Alessandro Vieira é o relator da CPI no Senado Federal.
Sobre a possibilidade de convocação do secretário, o senador afirmou que não há, no momento, nenhuma previsão nesse sentido. “Não existe uma previsão de convocação, pelo menos não pela minha parte como relator. O André, é um secretário de Estado dentro da Estrutura do Governo do Rio de Janeiro, tem sua importância lá, mas dentro de um roteiro de investigação, ele não seria um alvo prioritário”, explicou Vieira.
Quando questionado sobre os apontamentos feitos pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, durante depoimento à CPI, o senador destacou que as declarações indicaram linhas de investigação. Na ocasião, Garotinho afirmou existir um grupo dentro do governo fluminense, chamado de “turma do charuto”, que atuaria nos bastidores e teria suposta ligação com facções criminosas.
“Ele apontou caminhos de investigação para todas as informações que ele fez. E várias das coisas que ele falou foram sendo confirmadas ao longo dos dias seguintes, especialmente a questão da participação de deputados estaduais no esquema de distribuição de propina. Infelizmente, o Estado do Rio de Janeiro hoje é um Estado praticamente comandado pelo crime. Nós temos lá no Estado do Rio de Janeiro, se eu não estou enganado, cinco governadores, ex-governadores presos, ex-presidente da Assembleia Legislativa, procurador-geral de justiça preso, é uma coisa inédita, cinco conselheiros do tribunal de contas. É um estado com uma situação muito complicada. É uma vitrine do crime organizado no Brasil hoje, e a gente tem que olhar com muito cuidado”, explicou.
Sobre as acusações direcionadas especificamente a André Moura, Alessandro Vieira ressaltou que não há comprovação. “Não, especificamente com relação ao ex-deputado, as afirmações que ele fez foi que ele participaria do grupo de apoio mais próximo do governador Claudio Grasso, isso é notório, não tenho nenhuma dúvida com relação a isso. Mas a transferência específica de valores e o pagamento de propina, mas nada disso foi afirmado ou provado até o momento”, finaliza.








