Milton aponta oportunismo político de quem fala em rescisão com Iguá e alerta que Sergipe passaria imagem de estado sem “segurança jurídica”

Em entrevista concedida ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, na manhã desta segunda-feira, 26, o presidente da Agência Desenvolve-SE, Milton Andrade, avaliou o desempenho da empresa Iguá Sergipe na prestação dos serviços de abastecimento de água no estado. Durante a conversa, ele destacou o papel da agência no processo de busca ativa pela concessionária responsável pelo serviço e comentou sobre as possíveis consequências de uma eventual quebra de contrato entre a empresa e o Governo de Sergipe.

Ao tratar da possibilidade de rescisão contratual, Milton Andrade ressaltou que essa é a última alternativa prevista em caso de descumprimento das cláusulas estabelecidas. Segundo ele, um rompimento desse tipo poderia causar sérios impactos à imagem do estado, especialmente no que diz respeito à segurança jurídica e à confiança de empresários e investidores.

“No contrato tem previstas as penalidades por infração do concessionário. Você pode não dar um reajuste tarifário, você pode impor uma multa. […] A última vez que nós tivemos uma encampação no Brasil foi na década de 70. É isso que o sergipano quer? Passar uma mensagem para o investidor de que aqui é um Estado sem segurança jurídica, que, de quatro em quatro anos, mudando o gestor, você pode romper um contrato de 35 anos, com 4,5 bilhões de outorga, obrigando que os municípios que já embolsaram o dinheiro devolvam 2 bilhões? Que o Estado, que já recebeu recursos, devolva 2 milhões? Que a Deso, que recebeu o dinheiro, devolva 500 milhões? É isso? Essa é a mensagem do gestor?”, explicou.

O presidente da Desenvolve-SE também afirmou que o discurso favorável à rescisão contratual tem sido utilizado como ferramenta política. Para ele, uma decisão dessa magnitude não pode ser tomada por motivação política, mas exclusivamente com base em critérios jurídicos e técnicos.

“Não tem a menor possibilidade disso acontecer de forma política. Isso é uma previsão de rescisão contratual, após várias medidas, verificador independente, que não leva menos que três, quatro ou cinco anos. Então, isso não acontece naturalmente. Na verdade, o que vem acontecendo é que estão montando um palanque em cima desse tema. Existem problemas, existe muito oportunismo para apresentar problemas que já existiam e sempre existiram como se fossem novidade. Tem muita gente querendo montar palanque político em cima da concessão do saneamento. Não estou negando que há problemas. Existem problemas”, finalizou.

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *