Boulos defende redução da jornada de trabalho e afirma que medida pode aumentar a produtividade no Brasil

Reprodução Canal Gov

Na manhã desta quarta-feira, 21, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov, afirmou que a redução da jornada de trabalho no Brasil, aumentaria a produtividade do país. O ministro também citou exemplos de empresas que já aboliram a escala 6×1 e que operam com novos regimes de trabalho.

Segundo Boulos, A proposta defendida pelo governo é a redução das atuais 44 horas semanais de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário, em um regime de, no máximo, cinco dias de trabalho por dois de folga (6×1). A medida deve incluir ainda um período de transição e compensações para micro e pequenas empresas.

Ele apresenta um estudo da Fundação Getúlio Vagas, envolvendo 19 empresas, e realizado em 2024, que apontou um aumento de 72% da receita delas e 44% no cumprimento dos prazos, após a redução da jornada de trabalho.

O projeto enfrenta oposição de segmentos do empresariado, que afirmam que a iniciativa resultaria em aumento dos custos operacionais das empresas, devido à necessidade de contratar mais funcionários. Na avaliação de Boulos, há uma exagerada estimativa dos custos associados à redução da jornada de trabalho, e, no caso das pequenas empresas, será debatido um modelo específico de adaptação.

O ministro afirma também que aversão do setor empresarial à proposta, está associada a taxa de juros alta. “Já passou da hora de reduzir essa taxa de juros, porque 15% de juros nenhum trabalhador aguenta e nenhum empresário aguenta. Como é que você vai aumentar o investimento? Como é que você vai arrumar capital de giro com esse custo do dinheiro? Não tem o menor cabimento. Então, parte do problema que vai aliviar os pequenos, os médios e, nesse caso, até os grandes empresários do Brasil é a redução da taxa de juros escorchante e injustificável”, argumentou.

O Banco Central afirmou que o contexto atual é caracterizado por elevada incerteza, o que demanda prudência na condução da política monetária, e que a orientação da instituição é manter a taxa Selic, taxa básica de juros, um dos instrumentos para controlar a inflação, nesse nível por um período prolongado.

*Com informações da Agência Brasil

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