O secretário de Governo do Rio de Janeiro e ex-deputado federal, André Moura (União), reagiu às acusações feitas pelo ex-governador fluminense Anthony Garotinho (Republicanos) durante depoimento à CPI do Crime Organizado, no Senado Federal. Em entrevista concedida ao comunicador Lucas Serra, André classificou Garotinho como “um cidadão completamente desqualificado” e questionou sua credibilidade pública e moral.
“É um cidadão completamente desqualificado. No Rio de Janeiro, quando ele faz qualquer comentário, as pessoas dizem: ladrão, bandido, marginal, picareta. Um cara que não teve cuidado nem com a própria esposa, que roubou e colocou a mulher para assinar, levando os dois à prisão. Um cidadão que não presta nem à própria família”, afirmou André Moura.
Acusações sem provas
Durante o depoimento à CPI na última terça-feira, 16, conduzido pelo senador Alessandro Vieira (MDB), Garotinho apresentou uma série de acusações sobre a existência de supostos grupos criminosos atuando na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e no governo estadual. No entanto, ao longo da oitiva, não foram apresentadas provas documentais ou materiais, ficando as declarações restritas a narrativas e relatos pessoais.
Garotinho citou nomes de parlamentares estaduais, do governador Cláudio Castro (PL) e do secretário André Moura, apontando-os como integrantes de um suposto núcleo político que atuaria dentro do Executivo fluminense. Segundo ele, haveria dois grupos distintos: um no Legislativo, que teria como liderança o deputado estadual Rodrigo Bacellar, e outro no Executivo, sob comando do governador.
O ex-governador também mencionou uma ala que chamou de “turma do charuto”, incluindo André Moura entre os integrantes, além de fazer referência a um suposto desaparecimento de dinheiro da residência do ex-deputado, novamente sem apresentar qualquer comprovação à comissão.
Repercussão política
As declarações de Garotinho também trouxeram à tona uma contradição política envolvendo o senador Alessandro Vieira, que questiona André Moura no âmbito da CPI, mas mantém aliança política com ele em Sergipe, o que gerou questionamentos sobre a coerência na condução dos trabalhos da comissão.
Até o momento, as acusações seguem sob análise da CPI, sem confirmação formal. Nenhuma das pessoas citadas por Garotinho apresentou manifestação oficial além da declaração pública de André Moura ao comunicador Lucas Serra.








