“Uma forma de continuidade da nossa trajetória”, diz Marília Menezes sobre candidatura ao Quinto Constitucional

Em entrevista concedida ao Jornal da Fan nesta terça-feira, 18, a advogada e candidata ao Quinto Constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe (OAB/SE), Marília Menezes, falou sobre a sua trajetória na advocacia e bandeiras que levanta. Essa é a décima sexta de uma série que está sendo feita com os candidatos ao cargo destinado à advocacia no Tribunal de Justiça do Estado.

Marília descreveu a sua ascensão na carreira como algo que “aconteceu de forma muito natural”, iniciando como membro da comissão de advocacia pública e procuradora municipal, o que a levou a sócia fundadora e se tornar a primeira presidente mulher da Associação Estadual dos Procuradores Municipais. Ela também foi diretora da Associação Nacional dos Procuradores Municipais e, mais recentemente, presidente da Caixa de Assistência da OAB de 2022 a 2024.

Sobre a candidatura, ela reforçou: “Esse novo projeto nasce como uma forma de continuidade da nossa trajetória, de serviço prestado à advocacia, e também pela representatividade feminina, porque eu sou entusiasta disso. Eu entendo que a representatividade feminina é uma pauta de vida, não é uma pauta de campanha do Quinto”, explicou.

Na oportunidade, ela destacou a importância da lista sêxtupla e das politicas afirmativas: “É um momento histórico. É uma lista paritária de gênero pela primeira vez na história da OAB. Necessariamente haverá três mulheres na lista, sendo uma negra e duas de ampla concorrência. […] Quem sabe, em 90 anos de história da OAB,  [eu possa] me tornar a primeira mulher a ser desembargadora pelo Tribunal de Justiça”.

Questionada sobre a possibilidade de mudar de postura ao assumir o cargo, ela respondeu: “A gente tem uma trajetória de serviço prestado à Ordem. A gente tem valores muito sólidos que meus pais me deram, me criaram com muito zelo, muito carinho. E além disso, ao entrar no Tribunal de Justiça, a gente se compromete não só com a advocacia, mas com toda a sociedade. É um compromisso que deve ser seguido, não só por mim, mas como qualquer candidato ou candidata que lá venha a ficar”, apontou.

Marília enfatizou que sua atuação sempre foi marcada pela acessibilidade, destacando que sua conduta de “portas abertas” não é apenas uma promessa de campanha eleitoral para o Quinto Constitucional, mas sim uma prática consistente em toda a sua trajetória.

A advogada destacou que dedicou o pleito a ouvir as pautas urgentes e sentindo “onde o calo aperta”. Destacando a dificuldade de agendamentos e o horário restritivo para sustentações orais, especialmente para advogados do interior e aqueles com deficiência. Ela se propôs a levar essas demandas, como a valorização da sustentação oral e a luta pelos honorários sucumbenciais para a mesa de decisões do Tribunal, “tratando a advocacia com a dignidade, com o respeito que ela merece e ser esse diálogo entre eles e o Tribunal”.

Ela finalizou a entrevista pedindo o apoio da sociedade. “Eu quero pedir o voto à advocacia no número seis, Marília Menezes. Mas, em segundo plano, eu também peço o engajamento da sociedade. Porque, inicialmente, estaremos na lista através dos advogados. Mas, ao final, julgaremos [os] processos de toda a sociedade. Você que conhece um advogado, que conhece uma advogada, é importante que vocês também se engajem nesse processo do Quinto Constitucional […] um de nós chegará lá para julgar os seus processos”, concluiu.

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