Em Aracaju, a desigualdade no mercado de trabalho para mulheres e pessoas negras é maior do que a média do estado. Segundo a publicação do Censo Demográfico 2022 referente a trabalho e rendimento, divulgada nesta segunda-feira, 17, um homem branco teve um rendimento médio 141% maior do que uma mulher negra.
Em Aracaju, uma mulher preta ganhava, em média, R$ 1.951,85 enquanto que um homem branco, R$ 4.917,16. Vale destacar que o valor do salário mínimo vigente quando o Censo 2022 foi realizado era de R$ 1.212.
No período de referência do Censo 2022, Aracaju foi a capital do Nordeste com maior taxa de ocupação (55,9%) e com o índice maior do que a média do estado (48,2%).
O rendimento médio na capital sergipana na data de referência do Censo 2022 era de R$3.369,71. No entanto, um homem ganhava em média R$ 3.802,86, enquanto que uma mulher R$ 2.899,79, o que representa uma média de rendimento 31,1% maior entre os homens.
A população branca, segundo o Censo 2022, em Aracaju, teve um rendimento médio R$ 4.499,99, enquanto que o da população parda foi de R$ 3.127,35 e o da preta de R$ 2.249,61. Esses valores mostram que, na capital sergipana, o rendimento médio de uma pessoa branca é 43,9% maior do que o de uma parda e o dobro do que o de uma pessoa preta.
Em Sergipe, entre a população branca, o rendimento foi para R$2.783,40, enquanto entre os pardos, o rendimento médio cai para R$1.962,60; e entre os pretos, para R$ 1.729. Ou seja, em Sergipe, o rendimento médio de uma pessoa branca é 61% maior do que o de uma pessoa preta – índice pouco superior ao da média nacional, que é de 55%.








