“Quanto antes fizer, os benefícios são ainda melhores”, explica psiquiatra sobre uso da neuromodulação em pacientes com TEA

Em entrevista concedida ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, nesta quarta-feira, 24, a empresária Rebeka Maia e o psiquiatra Felipe Sales, profissionais do Instituto Longevitah, discutiram a importância da saúde mental e abordaram o uso da neuromodulação por meio da técnica REAC no tratamento de crianças com transtorno do espectro autista (TEA).

“As tecnologias neuromoduladoras já existem há muitos anos. E além do autismo, quaisquer condições neuropsiquiátricas podem ter benefícios com essa tecnologia. E aí a gente tem TDAH, tem depressão, tem demência. Como que funciona? Tem um aparelho que emite onda ondas radioelétricas de baixa frequência, baixa intensidade, e o pavilhão auricular se conecta as nossas estruturas do sistema nervoso central por somatotopia, passam aqui raiz de gânglios dorsal, passa nervo vago e esse impulso elétrico repetido é como se corrigisse as voltagens, a polaridade celular de cada neurônio, de cada célula cerebral. E isso aos poucos vai corrigindo os padrões de adoecimento que as conexões elétrica cerebrais foram acumulando ao longo do tempo. Então, isso de maneira repetida vai trazendo esses benefícios. Os estudos trazem que quanto mais for feito e quanto antes fizer, os benefícios são ainda melhores”, explicou o psiquiatra.

A empresária Rebeka Maia, proprietária da clínica, destacou ainda o processo de acolhimento oferecido aos pacientes e seus familiares, além do cuidado integrado e humanizado realizado no espaço.

“Eu tomo muito cuidado na nossa equipe lá na clínica para realmente as famílias serem acolhidas assim e elas se sentirem em casa. Então, um grande diferencial lá da clínica é o acolhimento. A gente tem paciente que vem de Feira de Santana a Aracaju, para fazer com a gente a neuromodulação REAC por conta do nosso acolhimento, desse carinho mesmo com as crianças, de deixar elas à vontade, de deixar elas se sentindo em casa. Esse é o primeiro passo. A gente tem criança que no começo ela chega, fica com medo daquela canetinha, ela não sabe o que é aquilo. Mas no decorrer do tratamento, depois da segunda, terceira sessão, as crianças vão se adaptando melhor as novidades já que elas estão tão acostumadas com a rotina e a gente toma esse cuidado lá na clínica de realmente a mãe ser acolhida, porque a gente sabe das dificuldades do dia-a-dia, da quantidade de terapias que muitas vezes a maioria das mães tem que deixar de trabalhar para poder tá acompanhando a criança”, ressaltou a empresária.

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