Aracaju apresenta médio risco para infestação do mosquito Aedes aegypti

Foto: Ascom/SMS

Aracaju apresenta médio risco para surtos de dengue, zika e chikungunya, com um índice de infestação de 2,1% para o mosquito Aedes aegypti.

As informações constam do novo Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre os dias 7 e 11 de julho pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e divulgado nesta terça-feira, 29.

Em comparação com o levantamento anterior, realizado em maio deste ano, houve um aumento de 0,6% no número de focos do mosquito.

Entre os 48 bairros de Aracaju, 16 foram classificados como de baixo risco, 28 como médio risco, e 4 apresentam alto risco de infestação: Grageru (6,1%), Porto D’antas (5,3%), Capucho (5,0%) e Salgado Filho (4,8%). O levantamento identificou que os principais criadouros continuam sendo depósitos de água para uso doméstico (48%), vasos e pratos de plantas (37%) e descarte irregular de lixo e entulhos (6%).

Segundo a SMS, o resultado, embora preocupante, reflete principalmente a combinação de chuvas frequentes e a permanência de criadouros dentro das residências.

De acordo com a coordenadora da Vigilância em Saúde da SMS, Duanne Marcele, os feriados prolongados e a ausência das pessoas nas residências também foram determinantes para o aumento. 

“Nesse período, muitas famílias aproveitam o feriado prolongado para viajar e não tomaram as precauções mínimas. A gente observa que os principais focos estão dentro das casas, como tonéis, caixas d’água e pratinhos de plantas. A água limpa e parada continua sendo o principal fator para a reprodução do mosquito. Nesse período em que muitas vezes”, alerta.

Conforme a secretaria, entre os meses de maio e julho, os Agentes de Combate às Endemias intensificaram as visitas domiciliares fazendo inspeções e promovendo orientações educativas. Além disso, bloqueios com fumacê costal, mutirões e tratamentos perifocais com inseticida também foram realizados.

A SMS reforça ainda que a participação da população é decisiva para o controle do Aedes aegypti, por meio da abertura das residências para os agentes, a verificação de possíveis focos e a eliminação de água parada.

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