Mais da metade da população sergipana é composta por mulheres, segundo dados do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 27. No estado, habitam 1.152.196 mulheres, o equivalente a 52% da população.
Na capital sergipana, a população feminina corresponde a 54% do total, sendo que a maioria integra a faixa etária entre 40 e 49 anos de idade. O Portal FanF1 reuniu os dados de gênero e faixa etária dos cinco municípios mais populosos de Sergipe: Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Itabaiana, Lagarto e São Cristóvão.
Para o professor Kleber Oliveira, do Departamento de Estatística e Ciências Atuariais da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Aracaju é essencialmente feminina. E esse panorama também pode ser observado em outros municípios.
“Nós temos um reincidente feminino muito grande, e que tende a se tornar mais expressivo na medida que o tempo passa, porque, naturalmente, nós [homens] morremos mais do que as mulheres. Nós [homens] temos um comportamento social que é muito mais perigoso, nós costumamos ingerir bebida alcoólica e dirigir, nós costumamos praticar ações violentas, por exemplo, enquanto que as mulheres não usam esse expediente”, afirma.
Dentre os municípios analisados, Aracaju é o que apresenta uma maioria mais velha, entre os homens, a faixa etária varia de 35 a 39 anos, e já entre as mulheres, entre 40 e 44 anos. Nos outros quatro municípios, as idades variam de 25 a 29 anos, com Lagarto tendo uma população mais jovem, com a maioria entre 20 e 24 anos.
Em São Cristóvão a população feminina é mais velha do que a masculina, com uma diferença de mais de 10 anos – homens com idade entre 20 e 24 anos e mulheres entre 35 e 39 anos.
Ainda segundo o professor Kleber Oliveira, as pessoas estão vivendo cada vez mais. “A cada década, nós ganhamos cerca de três, quatro anos na expectativa de vida”, explica.
Entender esses dados é importante para a construção de políticas públicas efetivas no estado, nos municípios ou bairros, como explica o professor. “Então essas informações são fundamentais para que o gestor público desenhe suas políticas públicas. Qualquer política pública hoje em Sergipe deve olhar para dois grupos populacionais bem definidos, mulheres e jovens”, diz.








