O ex-ministro e pré-candidato a deputado federal Márcio Macêdo, em publicação nas redes sociais, sugeriu a quebra de patentes para baratear os medicamentos, garantindo acesso à população mais vulnerável e economia para a saúde pública.
O uso das canetas emagrecedoras ganhou projeção em todo território nacional. Nas redes sociais, o uso é dividido entre a vontade de usar a medicação e as dificuldades pela falta de dinheiro para comprar.
Diante desse debate, ,Márcio defende inclusão desses medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS): “Essas substâncias que compõem as canetinhas são uma revolução e quem atesta isso são os cientistas no Brasil e no mundo. Por isso, sou um defensor da democratização dessa utilização, o que incide diretamente na nossa saúde pública e na economia do Estado”, argumentou Macêdo.
Dados alarmantes e impacto nas contas públicas
De acordo com levantamentos recentes do Ministério da Saúde, a obesidade já atinge cerca de um quarto da população adulta brasileira – aproximadamente uma a cada quatro pessoas, atuando como o principal gatilho para diversas outras condições graves, como doenças cardiovasculares e diabetes. Na visão do ex-ministro, a inclusão do tratamento preventivo no SUS é uma estratégia inteligente e de alto custo-benefício.
“Diminuir o número de obesos no Brasil significa diminuir os custos em relação ao combate ao diabetes e à hipertensão. Além de reduzir drasticamente as filas e a necessidade de cirurgias bariátricas”, explicou.
A lógica apontada é respaldada por especialistas: ao tratar a raiz do problema com a caneta emagrecedora, o SUS economiza com futuras internações, a rede da Farmácia Popular diminui os gastos com remédios de uso contínuo e a Previdência Social reduz o volume de auxílios pagos por afastamentos médicos.
Soberania e Quebra de Patentes
Para que o medicamento chegue de fato aos postos de saúde, o alto custo de mercado precisa ser enfrentado. A solução defendida por Márcio envolve o incentivo à indústria nacional e a coragem institucional para enfrentar o monopólio das patentes.
A aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da primeira versão brasileira equivalente ao princípio ativo do Ozempic foi um passo inicial comemorado por ele, mas a cobrança é por mais ousadia. “É necessário quebrar a patente de outras substâncias, como a tirzepatida, para que a utilização fique mais barata. Essa é uma das bandeiras que eu vou trabalhar: diminuir os custos para que esse medicamento seja acessível a todos”, reforçou o ex-ministro.








