Camilo anuncia que vai propor CPI do Transporte Público em Aracaju: “Investigar e fiscalizar mais a fundo essa caixa-preta”

Foto: Reprodução

Durante entrevista ao Jornal da Fan desta quarta-feira, 22, o vereador de Aracaju Camilo Daniel (PT) anunciou que protocolará um requerimento para propor a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar o sistema de transporte público na capital e região metropolitana.

“Nossa assessoria está preparando um requerimento. No início dos trabalhos legislativos (do segundo semestre), vou tentar coletar as assinaturas dos vereadores para que a gente abra uma CPI para investigar e fiscalizar mais a fundo essa caixa-preta que é o sistema de transporte de Aracaju e da Grande Aracaju”, declarou o parlamentar.

Segundo o vereador, a principal motivação para a instalação da comissão envolve a falta de fiscalização sobre a atuação das empresas concessionárias do serviço. “Não tem como tanta empresa atuar da forma que está atuando sem que todo mundo passe o pano para isso que está acontecendo. Não tem condições, alguém tem que ser responsabilizado”, cobrou.

Para exemplificar os gargalos do setor, Camilo citou a situação da Viação Progresso, empresa que saiu do sistema em Abril de 2025, e defendeu uma apuração transversal que alcance gestões passadas e a atual. “Como é que pode uma empresa, a exemplo da Progresso, com centenas de pais e mães de família, em que para receber alguma coisa precisou do bloqueio judicial de valores do Aracaju Card pelo Tribunal Regional do Trabalho? Como é que uma empresa roda sem alvará de funcionamento durante tanto tempo de forma impune?”, questionou.

O parlamentar enfatizou ainda que a investigação não mira apenas a administração atual da prefeita Emília Corrêa, mas também a gestão do ex-prefeito Edvaldo Nogueira.

“Objetivamente, você não está culpando uma gestão específica. Tem muita questão com relação ao governo Emília sim, mas, vendo que a Progresso rodou durante esse tempo todo, tem muita coisa da gestão de Edvaldo. Seria algo muito transversal, uma fiscalização que atingiria diferentes gestões”, concluiu Camilo.

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