A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (3) que a exoneração do ex-servidor César foi motivada pela necessidade de preservar a gestão municipal e reforçou que não tolerará qualquer suspeita envolvendo recursos públicos.
Em entrevista concedida à repórter Magna Santana, do Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, a prefeita explicou que, inicialmente, determinou apenas o afastamento do servidor assim que tomou conhecimento do caso por meio da imprensa.
“Logo que eu soube pela imprensa, a gente já tomou a decisão de afastamento. Era tudo muito embrionário. A gente não tinha conhecimento. Talvez nem possa ainda chamar de fato, mas aconteceu ali e a gente precisou tomar uma posição de afastamento”, declarou.
Segundo Emília, a decisão de exonerar não foi motivada por novos elementos da investigação, mas pela falta de comprovação da origem do dinheiro que havia sido prometida pelo servidor.
“A gente andou um pouquinho mais, não teve fato novo para isso. Como foi dito pelo servidor que ia comprovar a origem daquele dinheiro e ainda não tinha sido comprovado, não tinha apresentado, eu não quis esperar mais, porque eu queria preservar a gestão. Então, para preservar a gestão, eu fui para o próximo passo, que é a exoneração”, afirmou.
A prefeita também enviou um recado aos servidores municipais, destacando que sua administração adotará rigor diante de qualquer situação que envolva suspeitas sobre o uso de recursos públicos.
“Não vai passar a mão na cabeça de quem vacilar com as questões públicas, com dinheiro público, com aquilo que não é de ninguém dali de dentro da prefeitura, é do povo. A prefeita Emília não vai admitir, não vai compactuar, não vai ser cúmplice. Ela vai agir, e a gente age assim”, enfatizou.
Durante a entrevista, Emília Corrêa informou ainda que determinou à Controladoria-Geral do Município o acompanhamento de todos os atos administrativos relacionados ao caso e das investigações em andamento.
“Tomei também a atitude de convocar a nossa Controladoria para acompanhar todos os atos administrativos, acompanhar as investigações. A gente quer que tudo seja investigado. Eu quero transparência nisso”, concluiu.








