Pré-candidato ao Governo pelo PSOL, Helton diz que palanque não vai ter “quem está do lado de Bolsonaro”

Pré-candidato ao Governo de Sergipe pelo PSOL, o Dr. Helton Monteiro, presidente licenciado do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed-SE), afirmou nesta terça-feira, 28, em entrevista ao Jornal da Fan, que não dividirá palanque com apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“No nosso palanque não vai ter quem participou do Impeachment de Dilma, nem quem está do lado de Bolsonaro”, declarou.

Segundo ele, o PSOL busca se apresentar como contraponto à polarização. “O que nós estamos vendo é uma grande polarização em Sergipe e no Brasil, em que as pessoas não se respeitam nem para dialogar”, afirmou.

Na oportunidade, ele foi questionado sobre a aproximação do senador Rogério Carvalho (PT) com a chapa de Fábio Mitidieri e reforçou que cabe à militância petista definir os rumos da legenda.

“Eu acho que quem deve avaliar isso são os militantes dentro do Partido de Trabalhadores. Eu vi que provavelmente deve ter uma prévia dentro do Partido de Trabalhadores. E a militância do PT, que é uma militância aguerrida, uma militância junto aos movimentos sociais, que é de esquerda, eles vão avaliar melhor o melhor rumo ao partido”, finalizou.

Durante a entrevista, Helton argumentou que sua candidatura se baseia em um projeto político alternativo ao cenário atual.

“Nós temos hoje uma sociedade diversa, e não podemos tolerar racismo ideológico, racismo de cor, racismo de crença, e isso está acontecendo. O PSOL hoje tem esse papel de fazer esse diálogo direto com a sociedade, mostrar os problemas e ter políticas públicas integradas para que cheguem a essa população que sofre esse tipo de racismo, que está à margem da sociedade, que mora nas periferias”, completou.

O pré-candidato também buscou se diferenciar de lideranças personalistas ao destacar sua trajetória política.

“Eu venho de uma trajetória político, partidária, de militância social, e não fui, como muitos dizem aí, ungidos por Deus, ungidos, que se colocam no papel de Jesus, de Moisés, enfim, não. Nosso projeto político, ele vem com um programa”, disse.

Sobre articulações políticas, Helton relatou que houve tentativa de uma frente ampla de esquerda com PT, Partido Verde e PCdoB, mas as negociações não avançaram. Diante disso, o PSOL decidiu lançar pré-candidatura em conjunto com a Rede.

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