Em entrevista ao Jornal da Fan desta terça-feira, 3, o diretor de Espaços Públicos e Abastecimento da Emsurb, Bertulino Menezes, rebateu denúncias de abandono dos mercados centrais de aracaju e relatou situações encontradas durante um multirão de limpeza realizado nos espaços.
Ele afirmou que em uma das bancas, o comerciante fez as suas necessidades fisiologicas porque não queria ir ao banheiro: “No mês passado eu estive presente com uma equipe especial fazendo uma limpeza geral no interior dessas bancas. Teve banca, teve quiosque que a gente encontrou vasilhames de plástico que acondicionavam fezes e urinas porque a pessoa que é permissionária daquela banca não queria sair para ir ao banheiro, para ir até o banheiro satisfazer suas necessidades fisiológicas porque não podia deixar a banca sozinha […] isso nós presenciamos e limpamos”.
Na oportunidade, ele ressaltou que os banheiros estão em boas condições. “Não existe abandono de banheiro. [….] Nós temos quatro servidores servindo – duas mulheres e dois homens – acompanhando todos os minutos os banheiros. São duas mulheres para quatro banheiros e dois homens para os outros banheiros”.
O diretor rebateu criticas feitas pelo Secretário de Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura de Sergipe, Luiz Roberto. “Muito embora o Dr. Luiz Roberto tenha dito que não há lixeiras e que existem lixeiras de papelão. As lixeiras estão lá, nós temos 18 lixeiras daquelas de plástico, aquelas que são as oficiais. Mas quando a limpeza passa varrendo, a empresa atual — que termina o contrato adora no dia 18 — está sendo feita com caixa de papelão. Porque a empresa não teve o compromisso de continuar fornecendo a lixeira oficial para que facilite a vida do próprio servidor dela. Então a gente já repreendeu, já passou essa informação, isso é inaceitável. Mas é a transição que a gente está vivendo agora”, explicou.
Bertulino afirmou que enfrenta dificuldades para realizar a limpeza do espaço, porque muitos feirantes acabam não colaborando com as solicitações feitas, deixando produtos na banca, mesmo com o pedido de retirada. “Muitos deles não tiram e a gente tem que tirar e recolocar, correndo o risco de no dia seguinte o cidadão ou a cidadã feirante dizer: “Olha, eu estava com um produto aqui e desapareceu”, classificando a situação como
“constrangedora”.
Em realação às denúncias de falta de dedetização, ele justificou que “A dedetização e desratização é feita diariamente. Eu discordo quando se fala que não está sendo feita, ela pode estar sendo feita com falhas. Nós estamos no momento de transição de contrato.[…] Todo final de contrato, às vezes cria um trauma, isso é natural. Mas não é natural que a gente aceite esse tipo de situação. Por isso que a gente reclama, notifica e cobra”, concluiu.







