Os dados finais do Censo da População em Situação de Rua de Aracaju mostram que cerca de 78,7% dessas pessoas são de pessoas pardas e pretas. O documento, que foi divulgado pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) na última quinta-feira, 26, mostra sobre o cenário atual dos moradores em situação de rua, além de trazer uma metodologia e um registro histórico do levantamento inédito no país.
O levantamento que foi realizado em 2024 identificou 623 pessoas em situação de rua na capital sergipana. O número revela a ausência de vagas disponíveis suficientes em abrigos municipais e estaduais, que giram em torno de 120 a 150.
Segundo os dados da pesquisa, a população em situação de rua é majoritariamente composta por homens cisgênero (81,1%) e 84,7% dos moradores estão na faixa entre 24 a 59 anos. O levantamento também apontou que 36% das pessoas estão em situação de rua há mais de 5 anos ou mais.
Em comparação aos números nacionais, Aracaju está acima da média no recorte racial. Segundo dados do Ipea e do Ministério dos Direitos Humanos, a média de pessoas pretas e pardas em situação de rua no Brasil fica em torno de 68% a 70%.
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