O Hospital de Cirurgia (HC) recebeu oficialmente a certificação “ONA Nível 3 – Acreditado com Excelência”, grau máximo concedido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). O evento foi realizado na última quinta-feira, 3, no pátio centenário da unidade filantrópica e reuniu colaboradores, equipes médicas e multiprofissionais, diretoria, autoridades e convidados para celebrar uma conquista que chega justamente no ano em que a instituição completa 100 anos. O HC é o único hospital filantrópico de Sergipe com o Nível 3 e integra um grupo de apenas 59 filantrópicos brasileiros com essa certificação.
A programação começou com um culto ecumênico, conduzido pelo padre Antonio Peixoto, da Paróquia Nossa Senhora do Rosário; André Matos, do Centro de Formação Espiritual Águas de Aruanda; e pela pastora Cláudia Andrade, da Igreja Presbiteriana Renovada de Aracaju. Na sequência, a solenidade contou com pronunciamentos de representantes da ONA, da NCC Certificações, da Secretaria de Estado da Saúde, representada pelo secretário Jardel Mitermayer, e de diferentes áreas do Cirurgia; e com o momento mais aguardado, a entrega oficial do certificado ONA Nível 3, realizada por Gilvane Lolato, gerente Operacional da ONA, e Ana Carolina Silveira, responsável técnica da metodologia ONA na NCC Certificações, à diretoria do Cirurgia.
Para Gilvane Lolato, gerente Operacional da ONA, a conquista demonstra a evolução vivenciada pela instituição e ganha ainda mais relevância pelo curto período em que esse avanço ocorreu. “É muito bacana ver o quanto o hospital evoluiu em termos de segurança da assistência, em termos de processo. É uma verdadeira transformação. E é uma coisa inédita, porque o Hospital de Cirurgia conquistou o nível de excelência em dois anos, saindo do nível 1 para o 3 e, inclusive, na nova metodologia da ONA, novo manual, novo método de avaliação. Em tão pouco tempo, demonstrando um resultado de eficiência”, destacou.
Da reconstrução à excelência
Ao falar aos presentes, a interventora judicial do Cirurgia, Márcia Guimarães, relembrou o cenário encontrado no início da Intervenção, em novembro de 2018, quando a instituição enfrentava dívidas, falta de insumos, equipamentos precários e salários atrasados. Para ela, a certificação simboliza uma transformação que ultrapassa estruturas e processos. “Não reconstruímos apenas paredes ou processos. Reconstruímos a esperança do trabalhador, o acolhimento seguro do paciente e a certeza de que o Hospital de Cirurgia continuaria vivo”, afirmou.
No discurso, Márcia também relacionou a conquista a outros marcos recentes, como a retomada dos transplantes renais na Rede Estadual de Saúde, a realização do primeiro transplante de fígado de Sergipe, a reativação da Pediatria após 16 anos e a ampliação da assistência aos pacientes do SUS. “Esse selo chancela a trajetória de um hospital que saiu do quase encerramento para se tornar referência, protagonizando grandes avanços na saúde de Sergipe”, ressaltou.
À frente da Gerência da Qualidade do HC, a enfermeira Elizayne Ciriaco acompanhou de perto o trabalho que levou o Cirurgia ao nível máximo da ONA. Para ela, a certificação traduz uma construção coletiva e ganha um significado ainda maior por chegar no ano do centenário. “Durante esse processo, ajustamos nossos indicadores, nossos protocolos, fizemos diversos treinamentos, tendo envolvimento de todos os colaboradores da instituição nessa busca por esse selo e hoje nós recebemos com muita gratidão essa certificação”, complementou.
Uma conquista de muitas mãos
Márcia dedicou parte do seu discurso a quem participou da reconstrução e da evolução do hospital. Agradeceu a Deus; ao Ministério Público, Tribunal de Justiça e Tribunal de Contas; ao Governo do Estado, à Secretaria de Estado da Saúde, ao Ipesaúde; aos parlamentares; à NCC Certificações e à ONA; além dos parceiros, como Angiocor, Rede Onco Brasil, NEA, Secose, AMO e ACW.
Nos agradecimentos nominais, a interventora fez questão de reconhecer profissionais diretamente envolvidos nessa trajetória. “Ao nosso consultor, Leonardo. Ele que começou lá em 2018, confesso, desacreditando no nosso Cirurgia, mas que se tornou peça essencial e dedicada neste projeto de reestruturação. Obrigado por acreditar conosco. À nossa diretoria, citando e parabenizando os diretores: Dr. Rilton Morais, Livia Menezes e Isadora Cerqueira. E, de forma muito especial, à nossa diretora assistencial, Mirella Dornelas, que foi a principal linha de liderança dessa batalha da qualidade. Obrigado por sua condução firme”, declarou.
Márcia também destacou outras lideranças e o Conselho Deliberativo. “Em nome de todas as nossas lideranças, quero agradecer e parabenizar nominalmente a: Elizayne Santos, Vagno e Dra. Cássia Ferreira, absolutamente imprescindíveis nesse caminhar tão duro até aqui. Ao presidente do Conselho Deliberativo, Dr. Luciano Passos, e a todos os membros do nosso Conselho”, afirmou.
O agradecimento mais amplo foi dirigido aos profissionais que fazem o hospital funcionar diariamente. “E um agradecimento do tamanho deste hospital a cada profissional do Cirurgia. Médicos, enfermeiros, técnicos, equipes multiprofissionais, administrativos, hotelaria, manutenção, higienização, segurança e recepção. Esse selo pertence a vocês. Vocês transformaram protocolos em cuidado real na ponta”, ressaltou.
Um novo ponto de partida
Ao encerrar, a interventora reforçou que a certificação representa também o início de uma nova etapa. “Nenhum selo é maior do que o propósito por trás dele. O ONA 3 não é o ponto final, mas um novo ponto de partida. Excelência significa o compromisso inegociável de continuar melhorando, ouvindo nossos pacientes e buscando evolução constante”, disse.
E concluiu projetando os próximos capítulos da instituição centenária: “O Hospital de Cirurgia chega ao seu centenário não apenas celebrando o passado, mas pronto para o futuro, um futuro de mais qualidade, inovação e vida. Se uma palavra resume o dia de hoje, essa palavra é gratidão. O Cirurgia tem 100 anos, mas hoje, mais do que nunca, está pronto para viver os próximos 100”.








