O presidente da Agência Desenvolve-SE, Milton Andrade, explicou o planejamento e a antecipação de investimentos que vêm sendo realizados pela Iguá em Sergipe desde que a concessão foi concedida à empresa. As explicações foram dadas durante entrevista ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, na manhã desta segunda-feira, 26.
Na entrevista, ele apresentou dados sobre o volume de investimentos aplicados no estado e destacou que houve uma antecipação dos recursos para solucionar problemas emergenciais e melhorar a qualidade dos serviços prestados à população. Segundo Milton, a medida busca garantir mais eficiência e comodidade aos usuários.
“Sabe qual é a obrigação contratual da Iguá para investir nos primeiros 12 meses do Sergipe? 80 milhões de reais. Está no contrato. Essa é a obrigação que a Iguá invista no primeiro ano do Sergipe. Sabe quanto foi investido em 2025 em 8 meses? 250 milhões de reais. Sabe quanto tem previsto para esse ano? Já está previsto e aprovado? 600 bilhões de reais. Sabe quanto já tem na conta? com o empréstimo de saneamento para todos e BNB disponível que esse ano pode chegar e a limitação não é financeira, é operacional. – 1 bi de reais. A Deso investia em distribuição por ano na média de 60 a 70 bilhões. Eu estou falando de 12, 13, 14 vezes o investimento de um ano” afirmou.
Ele ainda reforçou que não houve erro de cálculo por parte da Iguá, mas sim uma antecipação estratégica dos investimentos previstos em contrato.
“Não houve, não houve cálculo errado. Tá vendo, é antecipação de investimento. O total de investimentos são 6 bilhões, ao longo dos 35 anos. Nos próximos 5 anos, 2 bilhões e 800. Nos próximos 10 anos, somados, 4,5 bilhões. O que a Iguá está fazendo é: ainda que não seja obrigação contratual, ela está antecipando investimentos. Naturalmente, se ela antecipa investimentos, ela está antecipando uma redução de perda, ela está antecipando um retorno mais rápido, um gasto com menos energia, ela está antecipando também prejuízos que ela tomaria por uma operação ineficiente. […] Então, isso não é cálculo errado, é antecipação de investimento. O que ela deveria fazer em 5, 10 anos, ela está reduzindo esses tempo para que em 5 anos seja feito, em 3 anos, em 10 anos seja feito em 5 anos”, explicou.
Por fim, Milton destacou que a condição da rede é mais crítica do que se imaginava inicialmente, o que exige intervenções constantes. “De fato, a rede está muito mais deteriorada do que se imaginava. As manutenções são em redes muito antigas, algumas com quase 55 anos da Deso. Isso gera transtornos durante as intervenções, mas tudo isso já estava previsto dentro do cálculo do investimento”, finalizou.








