Em entrevista concedida ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, na manhã desta quarta-feira, 14, foi o pai, Bruno Almeida, fez uma denúncia contra a Escola Estadual Poeta Garcia Rosa, localizada em Aracaju. A denúncia envolve seu filho, um adolescente de 14 anos, que teria sido impedido de frequentar a escola após ser acusado de envolvimento com o tráfico de drogas.
De acordo com o pai, a família tomou conhecimento da situação por meio do irmão do jovem, que foi chamado pela direção da escola e foi orientado a solicitar a transferência do estudante.
“Quando ele chegou lá no colégio, aí o irmão foi para a secretaria e ele foi para a sala. Aí a diretora chegou e conversou com o irmão dizendo que ele estava entrando com droga, estava servindo de ‘aviãozinho’, pegando na esquina e levando para a escola. O irmão achou isso muito estranho porque o perfil dele não é dessas coisas. A diretora continuou afirmando que seria ele, que tinha a prova, mas ele pedia as provas. Ele falou: ‘me dê o voto de confiança, vou conversar com o meu pai, vou conversar com ele, vou monitorar ele’. Depois ela disse: ‘você tem duas opções, ou você assina a transferência para ele ir para outra escola ou conselho tutelar'”, relatou o pai.
Após o relato do filho, o pai foi até a escola e tentou manter um diálogo com a diretoria, solicitando que fossem apresentadas provas da acusação. Sem retorno satisfatório, o pai registrou um Boletim de Ocorrência (BO), e desde então, o adolescente está sem frequentar o ambiente escolar.
“Eu prestei um boletim no dia seguinte, aí ele não tá indo para a escola. Ela [a diretora] falou que ele não podia estudar, mas eu mesmo quero que ele volte pra essa escola. Ele já gerou muita coisa e os alunos estão sabendo que ela acusou ele de tráfico de droga na escola”, explicou.
O que diz a Seed
Ainda durante o Jornal da Fan, o porta-voz da Secretaria de Estado da Educação (Seed), José Castilho, afirmou que a Secretaria tomou conhecimento do ocorrido e entrou em contato com a gestão da unidade escolar.
“De acordo com a escola, após o alerta da vizinhança sobre o comportamento do estudante, a família foi acionada pela escola de forma respeitosa, para dialogar sobre a situação na perspectiva da proteção e do cuidado com adolescentes”, explicou.
O representante também informou que a família do aluno foi chamada para uma reunião na escola, mas reagiu de forma considerada inadequada. “A direção foi surpreendida com a reação um pouco agressiva por parte da família. O estudante nunca foi transferido da escola para outra instituição da rede pública estadual. A DEA mobilizou a equipe multidisciplinar do programa de apoio psicossocial nas escolas para acolhê-lo e acompanhar o caso, além de acionar o Conselho Tutelar para dar suporte e acompanhamento à família”, concluiu.
Apesar dos esclarecimentos, o porta-voz da Seed não confirmou se há provas concretas que sustentem a acusação de envolvimento do estudante com o tráfico de drogas.








