O Banco do Nordeste (BNB) destinou R$ 420,4 milhões ao financiamento do custeio da safra de milho em Sergipe, entre janeiro e junho deste ano. O crédito beneficiou mais de 2.200 produtores rurais e garantiu o cultivo de cerca de 87,4 mil hectares. Com esse montante, a instituição respondeu por 75,2% de todo o financiamento para a cultura do milho realizado pela rede bancária no estado.
De fevereiro a junho, produtores buscam recursos para cobrir despesas como aquisição de sementes, fertilizantes, defensivos, pagamento de mão de obra e outros custos do ciclo produtivo. As colheitas ocorrem principalmente entre março e junho, com uma segunda etapa prevista para outubro, repetindo um ciclo que se renova a cada ano.
“É um trabalho de planejamento do produtor e também das nossas equipes de crédito rural, distribuídas pelas 17 agências do BNB no estado e pelas 14 unidades do Agroamigo, nosso programa de microcrédito. Financiamos o necessário para que o agricultor plante, cuide da lavoura e colha no tempo certo”, explica César Santana, superintendente estadual do BNB.
Do volume total aplicado, R$ 126 milhões, cerca de 31%, foram destinados a produtores que recorreram ao financiamento pela primeira vez em 2024. As agências de Nossa Senhora da Glória, Aracaju Centro e Itabaiana concentraram 51,7% das operações, com forte presença em municípios da fronteira agrícola do milho, como Carira, Porto da Folha e Poço Redondo.
“A cultura do milho é a principal pauta agrícola de Sergipe, essencial para a geração de emprego e renda. Nosso objetivo é atender com atenção pequenos, médios e grandes produtores, reforçando o papel do Banco do Nordeste como parceiro do campo”, afirma Santana.
Sergipe lidera produtividade do milho no Nordeste
De acordo com levantamento do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), com base em dados do IBGE e da Conab, Sergipe ocupa o primeiro lugar em produtividade do milho no Nordeste, com rendimento médio estimado em 5 mil kg por hectare. Em produção, o estado deve alcançar 932 mil toneladas em 2025, ocupando a quarta posição regional, atrás de Maranhão, Bahia e Piauí.
Com a maior produtividade do Nordeste e relevância crescente na produção, a cultura do milho segue impulsionando a economia sergipana, fortalecendo o agronegócio local e gerando oportunidades no campo.








