Horas após ser destituído pelo Congresso e ter a prisão domiciliar decretada, o ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi transferido na madrugada deste sábado, 7, para uma instalação militar em Assunção.
Ele foi levado ao Regimiento Escolta Presidencial, um quartel voltado à segurança de autoridades, e não a um presídio comum.
A mudança ocorreu após manifestantes cercarem sua residência para exigir sua prisão em regime fechado, gerando tumulto e confronto com a polícia. A comitiva do político deixou a casa sob xingamentos e ovadas.
A crise foi desencadeada pela quebra do banco ueno, escândalo que também provocou a renúncia do presidente do Banco Central paraguaio.
Apontado como sócio do grupo controlador da instituição financeira, Peña é alvo de investigação por lesão de confiança, tráfico de influência e administração em proveito próprio.
Ele nega todas as acusações e deve prestar depoimento ao Ministério Público ainda hoje. Com a destituição de Peña, o vice Pedro Alliana assumiu a presidência do país.








