Uma empresa associada ao advogado Willer Tomaz transferiu R$ 17,7 milhões à Talismã Digital, empresa da influenciadora Virginia Fonseca. As movimentações ocorreram entre março e setembro de 2024 e foram comunicadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Willer é investigado pela Polícia Federal (PF) desde agosto desse ano, por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a casas de apostas.
Os pagamentos foram realizados em cinco transferências via Pix pela AMP Pay Marketing e Negócios. Segundo apuração da Folha de S.Paulo, o Banco Santander identificou as operações como atípicas e encaminhou um alerta ao Coaf. Um dos motivos foi o enquadramento da empresa no Simples Nacional, regime destinado a pequenos negócios que tenham faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.
Na época dos repasses, Virginia Fonseca mantinha uma parceria publicitária com a Blaze, casa de apostas que também aparece nas investigações sobre as movimentações financeiras de Tomaz. De acordo com a assessoria da influenciadora, os valores correspondem a campanhas publicitárias devidamente contratadas. Também declarou que Virginia não conhece o advogado e nunca manteve contato ou negociações com ele. Não há detalhes sobre quais serviços teriam sido prestados.
Até o momento, Willer Tomaz não comentou sobre as transferências. A investigação da PF busca esclarecer possíveis conexões entre empresas, instituições de pagamento e plataformas de apostas em um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A ligação entre a AMP Pay e Willer Tomaz já apareceu em documentos analisados pela PF. Em um e-mail enviado ao Magnum Bank, em 2024, o advogado teria se apresentado como sócio ou acionista da empresa. A Polícia Federal investiga a possibilidade de que a companhia tenha sido utilizada como empresa de fachada para movimentar recursos. O proprietário registrado da AMP Pay, Guilherme Maciel, negou conhecer o advogado e afirmou que a empresa atuava regularmente como intermediadora de pagamentos.
*Com informações da Folha de S.Paulo e Info Money.








