O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que pode disputar a Presidência da República em 2030 se concluir bem o segundo mandato à frente do estado. A decisão, segundo ele, será tomada coletivamente, algo que se “avalia em grupo, não sozinho”, e a prioridade neste momento é a gestão paulista.
Tarcísio afirmou que pretende concluir obras, investir na aproximação com as periferias e dar atenção a saúde, segurança pública e infraestrutura durante o novo mandato.
Críticas ao governo Lula
O governador também falou sobre o presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o petista deve enfrentar desafios na economia e terá de fazer ajustes fiscais no quarto mandato. Tarcísio questionou como o governo vai cumprir as promessas de benefícios feitas durante a campanha e de onde virão os recursos para o volume de gastos já contratados, e disse que o país vive um cenário de “incoerência fiscal”. Para ele, cabe ao próprio governo responder a essas perguntas.
Movimentação da direita
A declaração ocorre depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Lula no segundo turno, deixar o Brasil e chegar aos Estados Unidos. Na terça-feira, 27, Tarcísio publicou um vídeo nas redes sociais em que defendeu a unidade da direita, uma oposição vigilante, a responsabilidade fiscal e a construção de um projeto de país. No vídeo, ele reconheceu o resultado das eleições, mas criticou o que classificou como excessos da campanha e questionou a atuação do Judiciário.
Reeleito no primeiro turno com mais de 60% dos votos, Tarcísio tem sido apontado por aliados como possível candidato presidencial em 2030. Dirigentes de partidos da direita e do centrão avaliam que o governador reúne condições para a disputa e que poderia chegar à eleição seguinte mais competitivo do que Flávio. Aliados dizem que a estratégia é construir uma oposição institucional e ampliar a projeção nacional sem abrir mão da administração de São Paulo. A avaliação nesses grupos é que a candidatura é um cenário provável, mas depende do desempenho de Tarcísio no governo paulista e da evolução das forças políticas nos próximos anos.







