Operação policial mira comércio ilegal de celulares em Aracaju, Lagarto e Itabaiana

A Polícia Civil de Sergipe realiza, nesta quinta-feira, 17, ações da segunda edição da Operação Última Chamada, mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para combater o roubo, furto, receptação e comércio ilegal de celulares.

Em Sergipe, as diligências acontecem em Aracaju, Lagarto e Itabaiana, com fiscalização de estabelecimentos e verificação da procedência dos aparelhos. A operação conta ainda com a participação da Polícia Científica e da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).

Durante as fiscalizações, os agentes verificam celulares que possam ter origem criminosa ou apresentar algum tipo de irregularidade. A Polícia Científica atua na análise dos aparelhos e na identificação do IMEI, número único utilizado para identificar cada telefone.

“Todo telefone de celular tem uma identificação que é única dele, que é o número de IMEI”, explicou o perito criminal Bruno Manzan.

A Sefaz participa da operação para verificar possíveis irregularidades fiscais relacionadas ao comércio de celulares. Segundo Roberta Argolo, gerente de Fiscalização de Trânsito de Mercadorias, a atuação também busca combater a sonegação fiscal.

A delegada Gisele Martins, da Delegacia de Turismo, informou que esta etapa tem caráter educativo. No entanto, celulares com indícios de crime poderão ser apreendidos e os responsáveis encaminhados para os procedimentos legais.

Segundo a delegada, novas diligências devem ser realizadas em outros estabelecimentos. A Polícia Civil também poderá solicitar à Justiça mandados de busca e apreensão quando houver elementos que justifiquem a medida.

Operação nacional

A Operação Última Chamada é coordenada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A ação reúne forças de segurança dos estados e do Distrito Federal, com compartilhamento de informações para identificar aparelhos roubados, furtados ou comercializados de forma irregular.

Os dados obtidos durante as fiscalizações também podem ser integrados ao Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), utilizado para auxiliar na identificação de aparelhos com restrições e nas investigações. A segunda edição da operação começou na segunda-feira, 15, e segue até esta quinta-feira, 18. Novas fases estão previstas para os próximos meses.

Na primeira edição, realizada em agosto, 23 unidades da Federação participaram da mobilização e mais de 8 mil celulares foram recuperados.

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