A Polícia Civil de Sergipe identificou uma mulher suspeita de envolvimento em um golpe do falso emprego que teria causado um prejuízo de aproximadamente R$ 290 mil a duas vítimas em Aracaju. A investigação começou após o setor antifraude de uma instituição financeira comunicar, na quarta-feira, 16, movimentações suspeitas em contas bancárias. Equipes da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) iniciaram as diligências e identificaram como as vítimas eram abordadas.
Segundo o delegado Érico Xavier, as vítimas eram atraídas por falsas vagas de trabalho e chamadas para entrevistas. Durante o suposto processo seletivo, elas eram induzidas a fornecer dados pessoais e realizar reconhecimento facial em aplicativos bancários.
Com essas informações, os criminosos conseguiam acessar serviços financeiros em nome das vítimas. Entre as operações identificadas estão financiamentos de veículos. “Até o momento, foram identificadas duas vítimas com operações fraudulentas que somam aproximadamente R$ 290 mil”, afirmou o delegado.
A mulher investigada é de outro estado e, segundo a Polícia Civil, teria vindo a Sergipe para praticar as fraudes.
Durante a ocorrência, também foram identificados fatos que seriam de competência da Justiça Federal. Por isso, a suspeita foi apresentada à Polícia Federal em Sergipe, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante.
O delegado André Baronto, que também acompanha o caso, explicou que o golpe começa com a oferta de uma falsa vaga e o agendamento de uma entrevista, que pode ocorrer presencialmente.
Durante o encontro, os criminosos podem solicitar reconhecimento facial ou outros dados biométricos. Segundo ele, essas informações podem ser usadas para acessar contas, contratar financiamentos e realizar outras operações financeiras em nome da vítima. “Durante a entrevista, desconfie principalmente se pedirem reconhecimento facial ou qualquer outro tipo de biometria, seja do seu próprio celular ou seja do celular de outra pessoa”, alertou.
A orientação é verificar a existência da empresa antes de comparecer à entrevista, consultar os canais oficiais e confirmar se a vaga está realmente sendo oferecida.
A Polícia Civil também recomenda não entregar o celular a terceiros e não permitir que outra pessoa faça cadastros ou operações utilizando o rosto da vítima. Em caso de situação suspeita, a orientação é interromper a entrevista, entrar em contato com o banco e verificar se houve movimentações ou transferências não autorizadas. “Na dúvida, não faça, pare, verifique e só depois prossiga”, afirmou Baronto.
Segundo Érico Xavier, a comunicação entre a Polícia Civil e os setores antifraude das instituições financeiras contribuiu para a identificação das fraudes e para o avanço da investigação.








